Dizem que se tornou fotógrafo porque queria ver mamas.
Depois, e pela mesma razão, virou gay, porque era mais fácil na profissão e de tanto ver mamas, passou a pintá-las, mamas verdadeiras, a maior parte delas meio caídas, poéticas, nunca perfeitas e no entanto lindas.
Disse uma vez a uma pessoa só, que se calhar era porque não mamara, só conhecera o biberão. E essa pessoa, pouco discreta, andou a fazer-se de importante nos jantares com modelos a contar esta historieta e as mulheres, as modelos, compadeciam-se dele, sentiam logo uam vontade louca de se despirem, de tirarem os sutiãs de renda e flores, os wonderbras que lhes aumentavam o volume e a firmeza, uma vontade não só de se deixarem fotografar como se viam no espelho de manhã, antes das loções, cremes reafirmantes e exercicios peitorais mas também uma vontade de o encostar ao peito, coitadinho, que não mamara e ele ia aproveitando esses momentos de ternura, primeiro fotografava, depois aproximava-se com jeito, passava uma mão suave de unhas carcomidas e esfregava o cabelo fininho e roçava o nariz pontiagudo e elas ficavam já divididas entre um carinho maternal e um prazer mais carnal e algumas, já em casa, entenderiam, depois do banho, a razão porque ele insistia sempre em ter um tapete felpudo, rosa choque, sob as lâmpadas que usava para as iluminar.
2 comentários:
ki storia sexy. mt ternura.
bali
Bali, Tide, vindo de bo, tem grande significado pa mim!
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