Soncent

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Amantes - parte IV

É estranho dar-me conta de que uma mulher com quem me envolvi está noutra e não tem pena nenhuma de já não estar comigo. Dá-me uma raiva enorme e fiquei com raiva de ti. Mas ao mesmo tempo, é uma raiva que quer vingança, portanto, vais-me ter à perna, não insistindo, feito um palhaço, mas sim apertando o cerco, no qual hás-de cair. Nem que dure cem anos. E até lá, bom proveito com o teu puto imberbe, a cheirar a leite, a quem vais ter que ensinar tudo. Bom proveito com os seus disparates, a frase oca e os jeitos sem jeito. Realmente retiro-me de forma bem comportada, era o que faltava vir fazer uma cena frente ao puto e à tua frente. Ma daqui a nada dás-me razão. Mesmo sem jantarezinhos, não deixámos de ser amantes.

Não te vou dizer que na hora H não te sinta a falta, quando este novo puto me abraça sem que o sinta. Não te vou dizer que é igual estar com ele mas também, se eu quisesse tudo igual, não tinha mudado de pista. Novos voos me esperam e se tiveres juízo, partes também para outra freguesia e desamparas-me a loja. Juro que se te vejo a rondar-me, se dou por ti com truques de velho caçador, saberei expulsar-te e estragar-te a tua boa fama. E deves saber que não sou de fazer ameaças vãs.

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