A vida em casal era uma luta de galos e por isso, poder-se-ia imaginar que tinham uma vida de cão. Mas ela era mestre na estratégia do bichano e em soltar a pomba branca. Depois de urros e pré-murros, ela ia ter com ele à pocilga - que era como a oficina dele cheirava - e rastejava para o ninho dele - uma mini-sala escura dentro de uma arca-frigorífica - e afagava-o minutos seguidos, começando pelas patas, com carinhos de minhoca pelos suas garras de carochinha.
Ele não se debatia, limitando-se a olhá-la com uma expressão de crocodilo sonolento.
Ela depois saltitava de joelho em joelho, laboriosamente como uma formiguinha, passando então a escavar o umbigo com a motivação de um castor. Quando finalmente, depois de sobrevoar o peito, lhe depositava beijos de beija-flor nos beiços, ele já se encontrava lânguido feito uma preguiça e daí a copularem feito coelhos ia uma asa de pintassilgo.
No final, ela abraçava-o com a intensidade de uma gibóia e fazia-o ulular perdões.
Que foi feito dos peixes do aquário?
1 comentário:
O GATO comeu-os...!
a) RB
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