Soncent

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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Eu e o Arnod Schwarzenegger

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Fui criança na década de oitenta. Aos fins de semana ia ao cinema e saía sempre entusiasmada. Se fosse um filme de karaté, eu vinha pelo caminho a imaginar-me karateca. Já tinha estado numa escola de artes marciais, mas tinha considerado o ensino muito lento para quem queria, como eu, ser ninja. Igualmente, se via um filme de dança, não conseguia evitar ir para casa dançando pelas ruas. O mal é que na manhã seguinte, misteriosamente, já estes entusiasmos tinham desaparecido.

Andei no Liceu na década de noventa. Era o tempo dos empréstimos. Lia livros emprestados, via filmes emprestados. Lá em casa, tínhamos apenas três filmes nossos: Carmen, um musical operático que nunca consegui ver até ao fim, de tão aborrecido que era; A Missão, que sempre me fazia chorar no final, e África Minha, um filme muito bonito, mas sem legendas. À falta de mais para fazer, via e revia estes últimos dois.