Tive sempre muito muito orgulho em ser cabo-verdiana, em ser de um país que apesar de muito pequeno, me fez pensar sempre que era livre, que não era discriminada por ser mulher, por ser preta.
Acreditei sempre que existe liberdade e acreditei sempre que crescia num país laico, o que para mim é muito importante - pois sou ateísta desde os 13 anos.
De maneira que me têm surpreendido e preocupado medidas que o governo tem tomado em relação à religião católica, o que me parece sempre uma dupla traição: traição à laicidade do estado e traição às outras confissões religiosas existentes no país.