Soncent

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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Para o caso de alguém questionar...

Para o caso de alguém algum dia se questionar sobre estes assuntos, vejo toda a pertinência em, desde já, esclarecer que:
 
Se eu fosse para a área da medicina, iria dedicar-me aos dentes. Interessam-me profundamente.
Se não funcionasse, iria dedicar-me às epidemias.
 
Tendo deixado este ponto da minha singela existência devidamente esclarecido, creio que posso agora dedicar-me a esclarecer o seguinte:
 
Se fosse realizadora, nunca faria documentários, que são tendencialmente aborrecidos. Seria realizadora de curtas metragens macabras, creio. Mas com final feliz. Ou não.
 
Se fosse cozinheira, seria da nouvelle cuisine, dessa que depois nos deixa ainda com mais fome, pobres mas ricos de espírito. Ou talvez não. Talvez me dedicasse a cozinhar pratos de enfarta brutos, em panelas enormes em que os ingredientes vêm de carrinho por serem tão pesados.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Banho de chuva

Peço à chuva, que está, neste preciso momento, a dar banho aos meus cães, na varanda, que aproveite e lhes ponha sabão, que está em cima da máquina de lavar, na dispensa. Muito obrigada.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Telepatia



 
Todas as empresas de internet, de telemóveis, de portáteis etc., estão num complot contra a telepatia, que era uma forma bastante mais barata de nos comunicarmos uns com os outros, pá!

terça-feira, 14 de junho de 2016

Este cofre não!


Vou a um banco e está este cofre no gabinete da gerente. E penso, e penso, e censuro-me até mais não aguentar e digo-lhe:

- Desculpe o atrevimento, mas este cofre nem dá vontade de roubar! Um cofre que se preze deve ser brilhante, novo, impecável, para deixar a cidadã com água na boca! Este dá é pena!

quinta-feira, 10 de março de 2016

Aventureiro ou...








- Já vi que és aventureira. Eu também sou.
- O que é que queres dizer?! Que queres ir explorar uma montanha ou uma praia, hoje ou no domingo, comigo, contigo e outras pessoas no meu Hummer?? (O meu Hummer é um Ford Ranger mas nada a ver...)

- Adoraria. Só estou à espera do teu convite.

 - Unh... Um aventureiro verdadeiro não fica à espera de um convite... Ele aparece num cavalo, numa mota, nuns patins ou de sapatilhas e diz "Vamos!"

Ele acorda-me no meu sono, entra-me pelo gabinete, aparece no meu cabeleireiro e diz "Vamos!"


Um verdadeiro aventureiro vem buscar-me à porta da boate, no meio da natação, à chegada ao aeroporto e diz-me "Vamos!"
- Epa! Esse é o aventureiro, ou o perseguidor??

terça-feira, 1 de março de 2016

Esse gajo...


 
Ela recebe um pedido de amizade de um tipo que logo a princípio, não consegue identificar. Vai ver as fotos. De repente, sim, já sabe quem é. Um militar por quem passava sempre na porta daquele sítio. Continua a ver as fotos. Fotos de treinos, de caminhadas. Fotos numa queda de água. Fotos na praia. Ela põe uma mão frente à boca, sem se dar conta e exclama sozinha.
 
- OH NHA MÃE... Esse gajo é um transtorno!

(Foto da net porque não fica bem pôr a do gajo, embora a dele seja melhor... Enfim, encrencas da ética.)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Missão suicida

 
Entrou no quarto numa missão claramente suicida. Mordeu-me em ambos os braços, aproveitando-se do meu sono. Trazia zika ou não? Não perguntei, antes de o espremer e recuperar, ainda quente, o meu sangue.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O que faria se... IV



O que faria se ficasse presa num elevador com o Kevin Costner?


- Tentaria usar o telemóvel; o telefone do elevador; o botão de emergência; tentaria estimar em que andar estávamos e fazer barulho. Sentar-me-ia no chão, tentando concentrar-me em coisas agradáveis até que o tempo passasse e alguém nos viesse salvar. Censuraria o Kevin por ter um móvel sem GPS. Fingiria não olhar quando ele decidisse mijar contra as portas do elevador.

O que faria se... III



O que faria se ficasse presa num elevador com o Brad Pitt?


- Tentava convencê-lo, por um acesso único e longo de bom humor e inteligência e carisma, que eu sou uma mulher com quem vale a pena envolver-se, num elevador ou fora, mas sobretudo, agora.

O que faria se... II


 

O que faria se o autocarro em que seguia, em Abuja, fosse baleado por forças rebeldes?


- Colava-me ao chão do mesmo, rastejava para debaixo dos corpos já caídos, fazia de morta à espera que o autocarro não explodisse e continuava a fazer de morta até eles se irem todos embora. Depois saía discretamente do mesmo antes que a Polícia aparecesse, e tentaria encontrar o hotel mais próximo, onde pediria ajuda a algum hóspede.


E lavaria as manchas de sangue.

 

O que faria se... I

O que faria se me apaixonasse por um miúdo de 17 anos cujos pais eu conhecesse de nome?


- Aproximava-me dele através da nossa diferença de idades, tentando ajudar desinteressadamente num assunto de escola ou desporto, atraía-o para a minha casa, tinha pruridos de ética, resolvia viver uma paixão puramente platónica até ele me seduzir e mostrar que não só me topara desde o início como eu nem era a mulher mais velha com que ele se metera mas eu desistiria dele pelos motivos mais pueris – ele fazer uma cara demasiado infantil na hora do seu orgasmo. Mas não antes dos pais descobrirem tudo e eu virar conversa de café.

 
 

 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Um ano de stand up comedy


Fez sábado um ano de stand-up comedy no Secreto Ibérico e o Enrique Alhinho convidou-nos a todos os que por lá passámos para irmos comer uma fatia de bolo - depois de partilharmos umas quantas piadas com o público.
 
É, eu gosto de anedotas. É assim. Vem do meu pai, claro, porque a minha mãe não só não as conta como, se lhe contamos uma particularmente divertida, ela demora algum tempo a tentar conter o riso, depois ri-se um bocadinho e depois admoesta-nos
 
Parva!
 
Por lhe termos conseguido arrancar uma gargalhada.
 
 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O combate das letas C e K

Miraram-se silenciosamente. O ringue estava decorado com laços coloridos. 

A K estava toda ela pimpona. Ninguém podia negar a sua beleza e fotogenia. Tinha o apoio dos especialistas do crioulo, estava na moda. 

A C tinha anos e anos de existência entre os latinos. Os bébés começavam a lidar com ela assim que aprendiam a dizer mamã e papá. Diziam, cândidos e sorridentes: Côcó. Era a terceira do alfabeto. a Terceira!!
Aliás, nem só os humanos conseguem usar a C. Até as galinhas que quase não t~em cérebro, conseguem dominar e letra nos seus caracacá.

O sino soou finalmente. 

Embora a guerra existisse já há muitos anos, desta vez, elas iriam dar e apanhar pancada. E se havia coisa que a C queria fazer era bater, bater na K. com força! Calapadas e cabeçadas! Curtas e calientes! 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Como editar um livro de contos - 1ª lição

É importantíssimo incluir um mau conto num livro de contos. Primeiro porque servirá de barómetro para as pessoas simpáticas mas pouco críticas que virão ter connosco a dizer que adoraram o livro. 

Poderemos então perguntar de qual gostaram mais – e a resposta dependerá, é claro, de cada pessoa, mas quando perguntarmos de qual gostaram menos… Terão que mencionar o tal do mau conto ou então perderão toda a credibilidade. É assim que funciona.

Uma outra razão para a participação deste conto infame é valorizar os outros contos, claro. Mostra que o autor poderia ter escrito coisas muito mais rascas mas que teve talento, teve mestria.

Uma terceira razão prende-se com o seguro do autor. Pode acontecer em determinadas situações que pessoas quererão elogiar ou cobrir de honras um autor mas este não se encontra para aí virado. Irão pedir-lhe uma leitura de um dos contos e é aí que ele se valerá da pequena artimanha que vai incluída no livro.


É claro que há regras para este conto. Não pode destoar demasiado dos outros, para não se correr o risco de se pensar que foi o editor ou a gráfica a cometer a façanha de incluir na coletânea um conto que não pertença ao autor. Também não pode estar nem no início do livro nem no seu final, porque os primeiros fazem a primeira impressão e os últimos é que deixam o sabor final na língua. Algures, depois do meio, seria bom local. Exatamente no meio também não dá jeito, porque há muito quem abra um livro pelo meio e comece a ler de lá. 

Farei depois considerações para leitores canhotos, que têm com o livro, uma experiência toda ela diferente. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Beleza interior ou interna?

 
Quando dizes que bem lá no fundo não és feio, queres dizer que tens umas belas vísceras? Um estômago brilhante, uma bexiga enxuta, quiçá, veias e artérias uniformes e que maravilhosa que é a tua vesícula?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tementes

Homem convida mulher para café. Ela recusa. Ele insiste uns tempos depois. Ela volta a recusar. Vão-se encontrando nalguns sítios, ele sempre simpático, ela distante.  Depois ele descobre-a no Facebook, insiste com o convite, ela recusa e ele faz a pergunta do milhão:

- "De que temes?"

Exacto! Ela teme o Português dele.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Conforto embaraçoso

Depois do seu primeiro encontro sexual, o casal deliciava-se com o fumo de uns super finos amentolados e partilhavam o conforto de terem finalmente ganho coragem para o finalmente, depois de um par de meses de amizade prometedora.

Vai daí, diz o moço:
"Estou hoje muito feliz. Consegui comprar uns auriculares que cabem na minha orelha pequena..."
E a moça, distraída com o à-vontade que eles tinham conquistado em dois meses de saídas frequentes, responde-lhe logo:
"Um destes dias dizes-me o mesmo de preservativos..."

sexta-feira, 27 de maio de 2011

American pie

Viajei aos Estados Unidos pela décima quinta vez. Na primeira, tinha sete anos e viajava-se, nessa altura, com vestidinhos de folhos, tão bonitos como desconfortáveis e com caracóis nos cabelos, como se fossemos a alguma cerimónia. Nunca entendi esse conceito. Os voos era super-mega-hiper longos. E continuam. Quando temos boa companhia na viagem e filmes no portátil, as oito horas reduzem-se para seis e meia. Eu tive.

Entretanto não posso deixar de notar que os candidatos presidenciais estão no meu encalço: onde quer que vá, há pelo menos um; as vezes dois; e ate três. Já quando passei uma semana no Fogo, virava uma esquina e via um. Entrava numa sala e estavam mais dois, na mesma mesa, confraternizando.

De maneira que desta vez não foi diferente, e no mesmo voo e a poucas cadeiras de distancia, de maneira que os meus talentos de espia internacional entraram em acção e tenho em meu poder, neste exacto momento, todas as frases do discurso a ser proferido sei lá onde e quando. Usei a minha microscanner que uso incorporada nas lentes de contacto que por sua vez uso para fazer com que as pessoas se detenham mais nos meus olhos, de modo a scannear-lhes a pupila com fins pouco claros. Mata Hari oblige.

A prova viva de que não estou a ficar mais nova e que os conheço aos três e posso dizer que de outros carnavais. A um porque assistira ao lançamento do seu livro em Soncent, há muitos, muitos anos. Ao outro, porque foi das suas mãos que recebi os prémios revelação Pantera. Ao terceiro, pai de conhecidos, fui apresentada já na Praia.

Na América, uma jovem de 21 anos fala-me em falência do governo, desemprego, fim do sonho americano. A Time parece concordar. Disse-lhes que me perdoem, mas já temos Portugal com quem nos preocupar.

(A falta obvia de acentos nao esta de modo alguma relacionada com o novo acordo, ao qual ainda nao alinhei, mas com a falta dos mesmos nos teclados americanos. Ingles oblige.)