Soncent

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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Uma coisa bonita


Na semana passada aconteceu uma coisa muito bonita: fui mordida por uma cadela ao pé da minha casa e enfureci-me completamente porque foi sem provocação. Como qualquer outro cabo-verdiano, a minha reação, enquanto o sangue começava a deslizar-me perna abaixo não foi ir a casa lavar a ferida, fazer um curativo e ir tomar uma vacina contra o tétano. Não. A minha primeira reação foi apanhar uma pedra para atingir a desgraçada atrevida, a inimiga maldosa que se atrevera a morder-me à traição.
 Tenho vergonha de confessar que consegui o meu intento: atingi de fato a cadela nas costelas com uma pedra de calçada e só depois subi para casa maquinando como é que me iria vingar ainda mais não só da minha agressora mas de toda a sua matilha que havia já dias andava a atacar as pessoas e há já uns anos vivem e se reproduzem na minha zona. Mas à medida que fui lavando o sangue da ferida e verificando os estragos, fui acalmando e é claro que cheguei enfim à conclusão de que o ataque não era a solução.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Taska e MC


Da primeira vez que a Taska pariu, nasceu o MC e mais 3 irmãos. Hoje, ela está velhota, cega e diabética mas continua doce e educada. Ele é um brutamontes que quer sempre mais mimos, que sabe o que é correto ou não mas nem sempre cumpre, que gosta de correr e parece ser gay. Gosto imenso dos dois.

Esta foto maravilhosa foi tirada pela Catalina Lamey.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Uma mais um


O primogénito da Taska diferenciou-se dos irmãos por ser de longe o mais bonito, esperto, o primeiro a abrir os olhos e a comer sólidos. Quis ficar com ele, quiseram ficar com ele, e eu, num raro acesso de generosidade, ofereci-o ao Ten, que, ainda bem, ficou a morar na cave da casa da minha mãe. Assim, sempre que ia a Soncent, brincava com este meu neto. Agora, ele vive comigo na Praia. É mal-educado, brutalhão mas super cheio de energia e muito carinhoso.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Uff... tanta prosa para publicar uma foto...

 
A Taska foi à barragem.
Este post poderia começar com "A minha mãe foi à barragem."
Se começasse com essa afirmação, a foto seria da minha mãe  e não da Taska.
Se a foto fosse da minha mãe, ela iria reagir, queixar-se, quastionar o porquê que lhe ter cascado uma foto em que está de boné, óculos escuros e sem batom, num blog com uma projeção tal como Soncent.
Já a Taska diz-me que não se importa nada de aparecer sem coleira e com o traseiro em destaque.
É esta falta de vaidade e a simplicidade com que a Taska encara a sua vida que nos traz todos amantes dela.
E se em Soncent só houvesse posts assim sem interesse como este, não teria a tal projeção.
A Taska foi à barragem. E sim, a água desbordeava.
 
(Desculpem qualquer coisinha, mas o blog precisava de uma fotografia para alegrar...)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Onu

Ganhei o hábito de fazer um post sempre que arranjo um cachorrino, geralmente porque estou muito contente e depois sigo com um post a dizer que o pobre bicho morreu, só por uma questão de honestidade. Depois desisti da ideia de arranjar cachorros já que não andava a saber tomar conta dos coitados.

Consolei-me com a minha cadela Taska, que de tão bem educada e inteligente não dá trabalho nenhum. Enfim, começou a dar trabalho quando foi atacada por quatro cães da nossa nova rua. Tornou-se tão violenta ao pé deles que achei por bem esterilizá-la, o que a tornaria mais mansa e possivelmente mais gorda. Nada disso aconteceu.


Há dias disse-me a Diana, uma das pessoas a quem ofereci um filho da minha cadela que este fez um miúdo à cadela do vizinho e que o miúdo era super parecido com a avó! Fiquei curiosa ao ponto de ter ido ter a Safende ontem, só para conhecer a figura. Trouxeram-me um bichinho vizivelmente parecido e com o plus de ter olhos azuis! Agarrei nele, deixei de pensar, pedi desconto de quinhentos escudos ao preço proposto e vim com o nosso descendente para casa. É um saquinho de pulgas mijador e cheio de personalidade. Ainda bem que a Taska o recebeu de patas abertas. Chama-se Onu. É o meu primeiro macho.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Já fui

Já fui blogueira inexperiente, já fui blogueira entusiasmada, já fui blogueira nómada e blogueira encantada. Já fui sisuda, fui polémica, fui e não fui. Fotografei, relatei, devo ter chorado, e ri-me várias vezes. Já tive todos os outros blogs na ponta do dedo, fui citada, adaptada, criticada e arrasada.

Hoje, ora não tenho tempo, ora auto-censuro-me, ora só quero contar os feitos da minha cadela, que nem uma avó-recém-agraciada-com-um-neto-gordo-e-cor-de-rosa. E censuro-me outra vez.

Daí que as páginas amanheçam em branco e anoiteçam virgens. Mas não me calei... é só um novo ritmo, uma nova vida.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Pariu




Para quem viu e achou engraçada a foto da minha cadela com o cão, no meio da rua: ela já é uma feliz mãe de quatro cachorros, todos machos. Vi nascer um deles, com todos os pormenores e a menos de trinta centímetros de distância. Digo-vos: é deveras interessante!



quarta-feira, 1 de abril de 2009

Alguém perdeu um cordão de ouro?

Ontem a minha cadela estava toda xururuca, cabisbaixa, com cara de sofredora. Como já tinha passado pelo mesmo por ter comido uma fita de algodão enorme, que depois lhe deu um trabalhão para expulsar, fui inspeccionar os seus dejectos.

Depois de chafurdar um bocado na terra do jardim, encontrei qualquer coisa castanha, mas com algum brilho. Deu-me um certo asco, e pedi à empregada da minha mãe que visse o que é que aquilo continha. Ela negou-se.

Não sei o que me deu, porque me enfureci, e gritei com ela. Nada. Depois, ofereci-lhe dinheiro. Pouco no início. Que nem uma comerciante de Dacar, ela foi aumentando a quantia. Parei nos quinhentos paus. Ela meteu os dedos no cócó de cão. Era um cordão de ouro.

Já sem asco nenhum, estendi a mão. Ela recolheu a sua. Que o cordão era dela. Eu, que não. Ela, que, já que fora ela a meter a mão na merda, ao menos merecia o prémio. Eu, que a cadela era minha, que eu lhe pagara para meter a mão, e que, portanto, era a verdadeira dona do cordão. A boa da senhora disse-me então: Guardas os teus quinhentos paus, e eu guardo o cordão!

...

A cadela já se sente melhor.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Sopa de cão

 
Vi ainda agora um título de um blog super sugestivo: “Reflexões de um cão com pulgas”.

Uma vez quis escrever uma história que teria como título “Mundo cão”.
Agora ocorreu-me um título para história infanto-juvenil: “As cadelas da vizinha ladram mais que a minha”
A expressão “Cão que ladra não morde” inspira-me esta: “Dos cães sisudos deve o individuo ter medo”, donde se depreende que “Mais vale um cão ladrante que dois a snifar”, o que por sua vez nos leva a esta intrigante conclusão: “Qual caraças? Tirem-me deste blog!”
Gosto desta: Os cães ladram mas a caravana passa. Imagino um cowboy no fim da sua vida, a comentar com o cão caindo de podre e coceirinha ao seu lado “Old dog, tu sempre ladradaste quando eu passei!” ao que o cão-caixão responde (com uma voz muito cavernosa, resultado de década e meia de pó de estrada matraqueada por patas de cavalo com ferraduras desgastadas) “Cowboy, ladrei, ladrei, mas nem uma perna magrinha de cavalo mordi, nem um veio de carroça quebrei, nem um tiro de caçadeira disparei, nem o segredo do tesouro escondido revelei...” Ia dizer outras coisas mas um ataque de espirros fulminante impede-o. O cowboy velhadas hesita uns instantes a ver se o morto está vivo.


Sempre tive raiva do caniche das gémeas de Uma Aventura. A minha cadela é parente da Lassie. Acho os Rottweilers maricas. Mais maricas é o Scooby doo. Então, e que pensar do Pluto?


Sobre as pulgas falaremos num outro dia...

Foto de Djassi Fonseca

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Figura de urso - ou como uma dama perde a compustura face a insjustiças... desportivas


Ontem fiz uma figura de urso...

De calças, casaco e cadela (vá lá, sobrou uma) passei pelo Castilho para ver o quê que há*. Havia treino de ténis e já que estava aí o Luís, e ouvira dizer que ele jogava bem ao pingue-pongue, propus: E se fôssemos bater umas bolas, como quem não quer a coisa?

Fomos.

Tivemos que tirar uns rapazes da mesa, menos mal, eles simpáticos.

Tivemos que jogar com as tacas do Castilho... a que me calhou pesava o dobro da minha. Os meus remates não ultrapassavam a rede. Trocámos. A outra, mais leve, não prestava para nada. Perdi. Uma vez. Ok, na boa, vamos ao segundo. Voltei a perder. Caraças da raquete! Terceiro jogo, levei um capote! Capote, eu?? Do Luís? Enfureci-me. "Vou buscar a minha raquete. Tu não fujas!"

Saio. Procuro um táxi. Meto a cadela na bagageira. Peço ao taxista que acelere. A cadela faz fitas para entrar em casa. Eu saio sem a raquete. Troco as calças por calções. Tiro o carrão da garagem. Tento não acelerar pelas ruas. Chego no Castilho, dizem-me que o Luís já se foi. Uuhhh!


O puto quer jogar comigo, jogo com uma maldade tal que ele não passa de quatro pontos e eu digo-lhe que não há condições, o que quero mesmo é (a cabeça) d(o) Luís.

Ele está afinal, no campo de ténis. Faço-lhe ameaças. Vou-te vencer!!

Venço as três partidas, ele tem que se ir embora. Agradeço-lhe a oportunidade. Ele sensibilizara-se "Ok, ok, ganha lá para não estragares o teu feriado". Que generoso. Joga o teu melhor, não te acanhes! Quero sangue!

Os meus amigos criticam-me depois: Devias ter deixado para uma próxima. Para quê ir a casa só para buscar a raquete? Qual é o problema de perder uma vez?

Unh, deixem-me pensar... Este meu amigo que me tenta vencer por cansaço é quem me faz esta pergunta... Oh, sirvam-lhe um espelho!


Eu? Perco, ok. Porque o adversário joga mais, porque estou em baixo, por nervoso... mas sujar o meu cv por uma raquete merdosa... chamem-me urso! Ou ursa polar...



* referência discreta a musiquinha do pato... "Lá vem o pato, pata aqui, para acolá..."

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Maluska is gone


No sábado à tardinha, escuro já, saí no vento para passear as minhas cadelas. Não fomos longe. Tinha-as soltas, que é como gostam, e quando vi uma furgoneta branca a aproximar-se a grande velocidade, corri da estrada e fiz-lhe sinal para que abrandasse, porque a Maluska, a mais pequena, vinha correndo também.

Vi como o carro a apanhou, a fez saltar e cair imóvel na estrada. Hesitei entre pegar nela ou deixá-la imóvel até chamar um médico. O coração ainda batia, a língua, azul e os olhos parados diziam-me outra coisa. Quando o médico veio, já estava morta.


O condutor? Insultou-me. Não, não se ofereceu para me levar a algum sítio, não, não disse que lamentava, não, não procurou saber como se chamava a cadelinha que acabava que matar.

Disse-me coisas como "Ela meteu-se-me à frente." E eu, "Sim, mas o senhor vinha com velocidade e eu própria tive que correr para não ser atropelada também", e ele "Velocidade? Qual velocidade? Pensa que eu sou burro??" e eu "O senhor é que sabe a que velocidade vinha, eu, o que sei é que se tivesse sido uma criança, tinha sido atropelada também" e ele "mas tu és parva? Que velocidade? 60 a hora é velocidade?"


Mas eu olhava para a cara dele e sabia exactamente porque é que 60 a hora, dentro da cidade, não é velocidade: ele estava bêbado.

E eu conheço-o, sei que se chama Rolando, sei que ficou um bom bocado dentro do carro a decidir-se se vinha ter comigo ou não.


Mas não fiz nada, que podia fazer, com a minha cadelinha morta nos braços, a pensar em tanta coisa, no que ela não viveu, e que eu poderia ter ficado em casa, que lhe devia ter posto a corrente, que se me atrasasse por dois segundos, isso não teria acontecido, que por um golpe de sorte, ela teria ficado exactamente a meio do carro e estaria ainda viva, teria sido só um susto, e aonde é que a vou enterrar?

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Latidos na manhã


Estou parida. Arranjei uma irmã mais nova à minha primogénita. É uma fofa, estou mãe babada. Tenho tanta baba a cair-me ao peito que ganhei miss t-shirt molhada na esquina. Chamei-a Maluska, é pequenina, gordinha, um amor de bichinha.

Fiquei assim com duas russas: a Taska e a Maluska. Essa morre de ciúmes, esta, morre de amores pela outra. Eu pasmo com todo o carinho entre elas e faço figas para que a mais nova não se lembre de se meter com o jardim da Senhoria, o que seria o fim de ambas.

...

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Mas gostar, gostar mesmo, que me perdoem, gostei foi da Malhada, uma rafeira branca e preta que apanhámos um dia na rua e esteve ao meu lado durante uns doze anos, deu ninhadas de 7, 9 bichinhos e era como gente. Combinei com os meus amigos, quando ela estava moribunda, que faríamos uma festa no dia em que ela morresse. Nesse dia, quando o Bob veio com a conversa da festa, quis bater nele.

Quando era bem, bem mais nova, já tinha cães, chamava-os meus, mas viviam na rua. Uma vez vieram dois rapazes buscar uns cachorrinhos desses que eram meus ou nossos - da Sandra também - e levaram-nos para ir vender a uns coreanos. Trocavam-nos por cigarros e os coreanos comê-los-iam provavelmente com molho, que sei eu?

Só arranjo cadelas. São mais espertas, carinhosas. Tendem a ser muito parecidas comigo. Gostam de vadiar, são curiosas, vivazes e aventureiras. Mas têm medo do mar e não gostam de tomar banho, o que não entendo.

As minhas cadelas vêm sempre ter comigo. Até a Laska (não confundir com Taska), que foi filha da Malhada, veio ter comigo. Era, dos três recém nascidos, a mais esperta, a que primeiro abriu os olhos. Mas afinal revelou-se um bicho que chorava a noite toda, era muito preguiçosa, não sabia sentar-se como um cão e batia na mãe. Foi oferecida e nunca mais a vi. Soube que estava bem e por esta altura, já deve ter expirado.

A Taska, comprei-a a um fusco no Sal, na esplanada Bom Dia. A Maluska, comprei-a a um mau cheiroso aqui na porta do escritório.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Sopa de ideias - Spa mental


Não estou de férias, já conheci o Tiago, fui ontem à Laginha, o Eileenístico fez um ano, ele tem olhos verdes, fartei-me de andar de barco e não foi tão mau, joguei Tchintchon, o Paulino deu um grande show, a praia era óptima, pena o caminho ser tão mau, ela falava de mais, a cachupa, boazinha, as mangas estão pretas, deixei para trás os meus óculos, a caipirinha era excelente, a piscina, vazia, a outra fartou-se de beber, na ribeira corria água e a do tanque está fresquinha, morreu um cachorrinho à cadela da Laginha, a minha avó fez 91 anos, vai uma excursão a Santa Luzia, almocei do Pedracin, tomei uns quantos vomidrins, de tanto falar, os outros não permitiram que se dormisse, no meu quarto faz frio e cubro-me no verão.