Soncent

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terça-feira, 2 de junho de 2020

Benjaminice Clementina - cuidado que pode pegar

Benjamin Clementine | Athens | May 25 | What's On | ekathimerini.com


Repescado do Facebook:

Estou com um caso gravíssimo de Benjaminice Clementina. Este rapaz parece filho da Nina Simone e do Damien Rice. Eu sou a madrinha e vou andar com ele ao colo; o piano, puxá-lo-ei por um cabo de aço. Mantê-lo-ei acordado à noite, coitado, para me embalar. E quando ninguém estiver a ver, vou cantar junto com ele.

(Imagem da internet, net, para os amigos.)

terça-feira, 12 de março de 2019

Oh, Prince!

Tenho um CD dos best hits da Sinead O'Connor no carro. Gosto. 

Ela não conseguiu alcançar o Don't Cry For Me Argentina como a Madonna mas  continua a encantar-me a canção Nothing Compares 2 u, que uma vez tive o atrevimento de cantar num karaoke em Faro, para descobrir que para além de não conhecer toda a letra, fico nervosa e devo ter soado como uma pato. 

Adiante. 

Tive agora a curiosidade de vir ouvir como a cantou o seu autor, o Prince. 

Sabem o quê? O Prince, para mim, ainda canta pior a canção do que eu! 
Não entendo mais nada! 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

O que andas a ouvir?


Se alguém me perguntasse, a meio de uma conversa sobre gansos pardos,
- O que andas a ouvir?, como se ouvir fosse um livro que andamos a ler, eu diria, em voz baixinha, Todo o Homem. Ando a ouvi-la, à canção, como quem lê um livro, sim. E ando a ouvi-lo, ao filho do Caetano Veloso, ainda não sei qual deles, que consegue fazer essa voz de anjo para nos tocar cá dentro.

"Todo o homem precisa de uma mãe."

Imediatamente a seguir, como num compasso, oiço Quando Bate Aquela Saudade, de Rubel. Estou amarrada a uma cadeira de rodas (de escritório) porque tenho um trabalho de tradução para fazer e são estas músicas que me vão empurrando gravidade abaixo.

(Foto por FW)

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Sopa de artistas


 
O Chico Buarque olha para mim com aquela cara séria e eu também olho para ele, sem me poder desviar um segundo. Venho de um leilão onde por pouco, arrecadava o piano da Nina. A verdade é que não haveria jeito de o subir em casa, então teria que o doar para o Conservatório e depois ir lá todos os dias enxotar quem nele quisesse tocar. Algures, ao longe, soam as notas e se o vento está de feição, ouve-se... Geni...

O Caetano disse que passaria pelo café, mas deixou-se ficar com o Cohen em Silves, que é uma cidade muito bonita onde nunca pus os pés, porque para tal teria que ter dito à Ryahnna: não precisas de mostrar os seios dessa forma para venderes discos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Músicas que hoje me tiraram da sala



Viva a Maria Gadú e a Marília Pêra, aquela em Vamos para o Lounge "... vinho safra ruim", e outra em 120...150...200...Km Por Hora, de Roberto Carlos. Duas canções que me tiraram um pouco desta sala.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Ctrl-delete

Tenho imensas gigas de música em três computadores. O que não vejo em televisão, oiço em música - quando estou a trabalhar, a ler, a fazer o que for.

Espaço tem sido sempre um problema, para as guardar a todas.

Por isso, apago aquelas de que não gosto.

Isto de apagar as músicas é necessário, mas faço-o com alguma consciência pesada, pois reconheço o enorme trabalho e amor que os artistas investem até que as suas canções, os seus filhotes, cheguem ao meu computador. Horas e horas de ensaios, de gravações, de perseguir editoras, de afinamento e produção e sei lá mais o quê... E muitas vezes, não terei pago um tostão por elas, o que, se calhar, até reforça o ato de as apagar para não usufruir delas. Mas apago sobretudo porque não me dizem nada.

Ctrl-delete.

Desculpa qualquer coisinha, man!

Da Nina Simone, somente da Nina, nunca consegui apagar nada, mesmo que não gostasse da canção. Não sei, em relações de veneração, não há muita lógica.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Músicas

Acabo de fazer uma descoberta espantosa: não havia uma etiqueta neste blog para a categoria que mais gosto na vida: Música!!

Tratei imediatamente de corrigir a situação e estou agora a rever posts antigos, lá onde falei da tal, para os catalogar.

Mea culpa. Mea máxima culpa!

Rice. Damien Rice

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Como é que o Damien Rice, lá da Irlanda, consegue fazer música que me cai tão bem, eu cá nos trópicos, tão longe mas tão perto nas emoções que me desperta?

Fico muito perto de o querer idolatrar, de querer ir a um concerto dele, gritar de ao pé do palco, esticar os braços acima a ver se ele repara em mim, depois fazer um monte de disparates quando ele finalmente me convidasse para cima do palco.

...
...
...

Mas não, estaria de olhos parados durante o concerto todo, cantando com ele baixinho, pensando, como é que um tipo tão feio faz música tão bonita?


Para quem gosta dele também, como Ivan Mões, devo dizer que já passei da fase do The Blowers Daughter; já superei Accidental Babies. Agora estou em The animals are gone e Elephant.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Insólito no cinema

Ontem decidi de uma hora para a outra, já até passava das oito e meia, que ia ao cinema. Fui de corrida, sem tomar banho ou pôr batom, e chegando lá, os bilhetes já se tinham esgotado. Mas por sorte, um casal tinha desistido e venderam-me um bilhete. 

Entrei na sala já com o filme razoavelmente avançado, a ponto de ter que me sentar nas escadas, pois não ficava bem ir incomodar as pessoas no meio de uma cena de tiros, para chegar à última cadeira que estava livre.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Memórias copiadas

Eu nunca passei férias com os meus avós, em Portugal,  certamente por uma série de razões válidas que eu reduziria, por economia de tempo e espaço, a: tratamento diferenciado entre irmãs de pai e mãe.
 
Assim, nunca andei a queimar dinheiro em Portugal, comprando uma série de coisas coloridas de utilidade duvidosa, nem fui ao Pão de Açucar, nem convivi com a prima Djamila nem, certamente, comi os pastéis da minha Avó Elisa.
 
Muito menos passei uma tarde a ouvir músicas dos Dire Straits com o meu Avô José, ora essa. Mas a descrição que a Nádia me fez foi tão vívida (ela tem dessas) que sempre que oiço o grupo, penso em mim e no Avô, na sua casa em Benfica, ambos numa poltrona, a deliciar-nos com os acordes.
 
Mas só agora me dei conta do encanto dos títulos das canções: ele é Private Investigation, ele é Ticket to Heaven, ele é Cannibal. Dêem-me tempo e espaço, e escrevo um contito para cada.

Os benefícios da greve?

A minha rádio matinal é a RCV+ mas quando a música não está boa, oiço a Comercial. Hoje, como acordei para o lado esquerdo da cama, sentia uma certa vontadezinha de mudar a rotina de todos os dias pelo que escovei a Taska em vez de ir passear, tomei leite com café em vez de leite branco e liguei a RTC em vez das outras rádios.
 
Estava a tocar música clássica, que surpresa, que enlevo! Depois, música dos anos 60, depois, uma mulher com voz melodiosa a cantar versões de canções rock da minha adolescência.
 
Só ao sinal horário me lembraram que era por a RCV estar em greve que se ouvia músicas tão boas...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Rimas e cantigas

Quero escrever histórias, romances,

fazer rimas e cantigas,
entitulá-las em tua honra,
enviá-las para a tua casa,
sem selos, sem envelopes,
apenas soando pelas ruas,
o destino para sempre das boas canções.

Quero falar-te de tufões,
furacões,
os ventos a que sobrevivi
enquanto não te vi.

Sabes que sou do mundo do teu amor.
Quero que me leves no teu bolso,
na tua mala,
ao teu lado,
no teu lábio.

Porque eu existo por tua causa e graças a ti.
Nesta vida, na próxima
e nas outras que vierem.
Porque sou tua como é o teu peito
e pertenço ao teu amplexo.


23/07/2012

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Jogos inventados

Diz-se que hoje em dia ninguém inventa nada mas eu passo a vida a deliciar-me com canções novas, tão bonitas como não se imaginaria ainda possível, depois de Buarque ou Sting. Meras referências.

De maneira que não sei se inventei mesmo ou não - mas queria dizer que inventei dois jogos que podem ser jogados quando não dá para jogar outras coisas, tipo, quando estás a conduzir até ao Tarrafal ou a fazer uma caminhada higiénica. E funcionam para um minímio de duas pessoas, podendo no entanto funcionar igualmente para quem se encontra numa situação extrema, tipo, na solitária de uma cadeia durante duas semanas e não quer enlouquecer.

Então é assim: o primeiro chama-se Rapsódia, e consiste em os jogadores cantarem, por breves segundos, todas as canções de um determinado artista ou grupo. Tipo, eu jogo com a Nádia e ambas escolhemos, de comum acordo, músicas do Sting. Assim, penso para dentro de mim "já ganhei, no Sting ninguém me bate!" e começo:
- "Walking on the moon"
E ela:
- "Every breath you take"
E eu:
- I'm an English in New York"
E ela:
- "... king of pain"
E eu:
- "The dududu, the dadada
E ela:
- "Young teacher, the subject, of school girl..."
E eu:
- ... sei que o título é brand new day mas não sei entoar a canção... perco-me, fico presa à melodia de Every breath you take...
E a Nádia ganha um a zero e para compensar escolho a Nina Simone, em que sou mestre mas ela não aceita...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Evasões

Já uma vez confessei cá no blog que de casa para o trabalho, não chegava a ouvir uma música completa. Pois, mudei de casa. Mas continuo a não poder ouvir uma música completa. Talvez eu esteja a conduzir demasiado depressa?

Hoje ao fazer um zapping pelos canais de rádio "encontrei" o Nha primere amor do Nelson Freitas. Este zouk love cai-me tão bem que vim a cantá-la e agora estou a ouvi-la vezes sem conta, no Youtube. E a imaginar-me a conduzir de janelas abertas na circular da Praia, a perder as vistas nas montanhas ao longe.

Ou a ser conduzida pela estrada Baía-Calhau, perna dobrada, pés no assento, óculos escuros e narinas a saborear o sal do ar.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Vésperas canhambras

Sensação estranha. Acostumei-me a que o meu dia de aniversário fosse meu e me tivesse no seu centro. De repente, vou estar a trabalhar de uma forma tão embaranhada - em reuniões, contactos outros, apresentações, numa feira de turismo - que me vou sentir diluída na vida real. Para isso  crescemos, diriam os cínicos. Ou os realistas.

Não tive umas vésperas grandes coisas - passei o dia acompanhada pela mesma pessoa, desde o ginásio, passando pela resolução de alguns quantos problemas, até agora que cada uma se meteu no seu quarto - e de tanto estar acompanhada senti saudades de mim mesma, de silêncios e de música.

Para fugir a uma conversa e a uma companhia que de tão intensas eram quase invasivas fui-me meter no cinema - ainda não só, mas ao menos no escuro - e vi Black Swan, com uma valente interpretação da Natalie Portman mas com um final que me enfureceu: acho que já aqui tinha dito que não me importo que inventem as tretas que quiserem e ainda lhes dêem animação poética, desde que apresentem uma explicação, ainda que ela careça de sentido. Mas pôr-nos assim uma hora e tal a pensar "como é que vão explicar estes fenómenos?" para depois apresentarem a ficha técnica deixa-me com uma sensação tipo, sei lá, tu vieste-te mas eu não. Perdoe-me o grafismo.

Enfim, vésperas canhambras. Mas não sou supersticiosa.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Meu namorado

Hoje em dia faço parte do coral da UniCV, regido pela Lúcia Cardoso, a quem não posso vir rasgar muitos elogios, porque sei que de vez em quando lê Soncent e não quero que ela pense que lhe estou a passar manteiga para me pôr como prima donna. Adiante.

Ontem, a Lúcia apresentou-nos "MEU NAMORADO", do Chico Buarque e Edu Lobo. Que música linda! Saí a cantarolar o par de frases que consegui reter e desde cedo que me estou a impregnar dela, cantada pela Simone, que é como faço quando gosto de uma canção. Ouço-a again, again and again, obsessivamente, até o mundo real aparecer para me fazer soltar o altifalante e ir para o sol.

Fica o convite: saboreiem a músiquinha no Youtube e venham contar-me.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Saudades a despropósito

Sou do tempo das festas de terraço. Uma aparelhagem, boa música, os rapazes traziam bebidas (nem se bebia muito), as meninas traziam multas (pizzas, centopeias, pastéis e rissóis), havia aquelas músicas que procurávamos dançar com aquela pessoa... Tu me manques, Feia cabelo bedjo, Libreville...

Nos convites, escritos à mão, dava-se indicação do traje. Lembro-me de uma festa da Nadine em que pediam T-shirt e saia e eu não sabia ainda o que queria dizer T-shirt. Era o tempo da lambada. A lambada foi uma febre intensa, muitos se especializaram. Lembro-me do par Alcione e Bruno a dar um verdadeiro show nessa tal festa.

As nossas festas também faziam sucesso. Era um terraço espaçoso, com boa vista sobre a Avenida Marginal. A sequência das músicas era um dado adquirido: animada enquanto as pessoas chegam, depois uma longa de zouks, no meio umas tantas animadas outra vez e no final, umas românticas para selar qualquer coisinha. Chamavam-se "slow".

Depois todo o  mundo ia para a Praça. Uma vez, já na Praça, começou a chover e toda a gente correu para se esconder. Eu achei o máximo molhar o meu vestidinho cor-de-rosa com folhos na chuva, andar descalça nas poças, sentir o cheirinho de terra molhada... e depois faltar os dois primeiros dias de aula com uma gripe danada. Tinha 12 anos.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Transporte musical II

A nível de canções sou pessoa de paixões fortes. Em gostando de uma música, oiço-a durante horas seguidas, sem esforço nenhum. Hoje deu-me saudades de Freshman - de The Verve Pipe.

Tinha gostado dela nos States e a Nádia mandou-me ou trouxe-me uma cassete, já não me lembro. Era das cassetes single, de um lado a canção, da outra, o instrumental.

Saí uma vez a passear só com essa cassete no walkman pelos lados da Ribeira do Julião. Para mim, cantar em altos berros as minhas canções preferidas, em sítos ermos (para não haver testemunhas) deve ser das experiências mais próximas de "místicas" que consigo ter.

Andei a correr a corta-mato entre as acácias, com os cães atrás de mim e agora sempre que a oiço, é de novo a imagem das acácias que me ocorre.

Quais são as tuas músicas transportadoras?

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Gil

Vocês tinham que ver a minha atitude toda snob, quando vi que estavam a montar o palco para o espectáculo do Gil Semedo. Não sei porquê, estava embirrada, e nome do CD - Cabo Pop - não me inspirava nada. Mas como consegui um bilhete, decidi que iria passar por lá. Afinal, nunca vira o Gil a actuar.


Fui-me encontrar com umas amigas estrangeiras, e falei-lhes no concerto. Ficaram mais interessadas quando lhes mencionei o acidente e consequente remoção do membro inferior. Umas macabras é o que vocês são, disse-lhes em inglês, sem conseguir encontrar a palavra macabra, e portanto inventando uma série de sinónimos aproximados.
Quando fomos ao MindelHotel, já os bilhetes estavam esgotados e eu começava a estar com uma verdadeira vontade de entrar, de maneira que lhes prometi que estaria lá uns quarenta minutos e depois iria ter com elas outra vez. Mas não fazia ideia...


Havia gente, muita gente, e o Gil estava muito bem acompanhado em termos de músicos e coro e quando dei por mim, estava a dançar, com os braços para o alto, cantando também músicas de que me tinha esquecido, outras que sempre me agradaram. Os momentos mais parados foram mesmo os das músicas agora recentes, que ainda não conhecíamos. Um show muito bom, que agradou a toda a gente, parece-me.
Nota negativa: o guitarrista Johnny, a fumar no palco... não fica nada bem a "celebridades", pessoas influentes ou com visibilidade, que estejam a dar este tipo de exemplos...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Saudosismo barato

E já agora, quem é que se lembra de ouvir, na Rádio Nacional, estas dedicatórias:

"Para o Alírio Medina, a caminho da América, com votos de felicidades e sucessos da mãe Olívia.
Para o Alírio Medina, hoje a caminho da América, com votos de boa viagem e que Deus o proteja, da avó saudosa, Maria Bia"

E a música de fundo "América, terra que faz sonhar, América...."