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domingo, 13 de janeiro de 2019

Declaração política

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Lembram-se das situações em que um indivíduo é eleito ou apontado para alguma posição de destaque, político, profissional, militar ou de outra natureza glamourosa e de repente aparece à superfície, por motivos nem sempre expontâneos, uma afirmação/posicionamento desse mesmo indivíduo, ou da pessoa que esse indivíduo teria sido no passado, que vem manchar a sua imagem e comprometer a sua ascensão à tal posição? O exemplo mais recente que me ocorre será o do Kevin Hart, que depois de convidado a apresentar a próxima edição dos Óscars, viu ressurgirem comentários homofóbicos que ele fez há uns 10 ou 20 anos, o que o levou a desistir - mas sei, de fonte segura, que ele ainda está a reconsiderar desistir da desistência. 

Pois é. 

segunda-feira, 26 de março de 2018

Um ano de Eileenísticas na RCV


Fez este mês um ano que (quase) todas as quartas-feiras, antes das oito da manhã, e depois à tarde, passa a minha rubrica literária na RCV. Foi um convite do Humberto Santos que aceitei prontamente, achei uma ideia gira, fiquei contente e orgulhosa. 

Nem sempre fácil. Já gravei Eileenísticas no meu telemóvel, no aeroporto de escala entre Boston e São Francisco, com chamadas e avisos no altifalante e pessoas  a arrastar as suas malas por mim. Já as gravei na noite de terça-feira, em casa de gente, porque me tinha esquecido que no dia seguinte era quarta. Já gravei coisas divertidas e coisas mais sérias. E é um encanto encontrar pessoas que comentam comigo o que ouviram. 

Tem sido muito útil para mim porque ao escolher um texto e gravá-lo, sou como que uma editora estranha que o ouve pela primeira vez e o corrige, o repensa, refina. 

Então, obrigada, Humberto Santos! 

(Imagem da net)

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Memórias dos trovões

Era a noite de 24 de dezembro de 1996. Como muitas vezes acontece, estava a chover, ainda que não copiosamente. Eu e a mamã passeávamos no seu Ford Escort vermelho, a ver o movimento das ruas.
Só valeria ir à ceia muito mais tarde, quando a minha avó, que tinha uma loja da Pracinha da Igreja, se despachasse das vendas tardias.
 
A calçada brilhante refletia as luzes das lojas em que as pessoas se atarefavam, embora já passasse das dez. Por muitas portas saíam as músicas do Jorge Cornetim, marcas obrigatórias da época natalícia. Estava longe de estar frio mas ambas trazíamos casacos.
 
Começaram os relâmpagos, seguidos de trovões. Um, dois, três. A mamã confessou-se com medo. Eu sorri. Ela conduziu mais um bocadinho. Os trovões não paravam. Ficou com mais medo ainda. Eu gargalhava. O que é que poderia acontecer?  Nada, claro.
 
Mas sabem o que fez?
 
Foi a correr para a loja da mãe, que na altura tinha os seus respeitáveis 79 anos. Não procurar agasalho, claro. Conforto, talvez.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Parabéns, Andreia!

 
Quando há dois anos e tal parti o pé, pensei que fosse ser só desgraças mas graças a esse acidente ganhei duas grandes amigas e uma delas faz aninhos hoje. A Andreia Andrade foi-me visitar a casa, quando éramos praticamente só "conhecidas" e essa visita aqueceu-me o coração até hoje. Descobri uma pessoa imensamente generosa, carinhosa, confidente, divertida e bonita por dentro e por fora. E com a grande vantagem de fazer as vezes de minha irmã cá na Praia, puxando-me a orelha sempre que preciso.
Parabéns, Andreia, que contes muitos mais, com muita saúde e força para continuares a ser essa pessoa muito bonita que tu és!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Agosto

 
O mês de agosto é para mim muito especial. Talvez por ser de Soncent, associo este mês às melhores atividades, às festas, festivais, praias, passeios, churrascos... Há já uns dias que a minha ilha me manda mensagens telepáticas. Estou cá na Praia, sinto-me bem na Praia mas este mês pede sempre que esteja no norte.
 
Tenho imensas saudades da Avenida Marginal, de casa, da minha mãe, da Ribeira do Julião - não sei porquê - da Tutu, da Lena, da Dominika. Sinto também saudades da minha adolescência, coisas que simplesmente já não voltam mais, como as grandes caminhadas que fazíamos para lugares mais ou menos recônditos ou apenas longe.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

My great influences in Literature


 
My work has had a number of great influences, the first of which was my mother. She used to read silently every night before sleeping. I slept with her and watched with envy, wondering how she could understand what was written on each page. I was intrigued and attracted by the written word. I remember, as a toddler, as my mother explained to me that each letter had a sound, each word a meaning. Some years later, when I started writing verses, she did not immediately believe they were mine. But as soon as she understood she had a small writer at home, she started motivating me and keeping my short poems.

Luís Fernando Veríssimo and Gabriel Garcia Marquez showed me that stories did not have to be real or even realistic; we can just let our imagination be the real thing. Finally, William Somerset Maugham may have been the greatest influence of all. I met his books at an earlier age and although he was the opposite of the other two authors who have influenced me, all too serious and formal, I loved how his writing allowed me to penetrate the soul of another human. For this exquisite voyeurism, I would repeatedly read his short stories and novels.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Ama por inteiro

"Quando se ama, naquele exacto segundo em que se ama, tem de se acreditar que é para sempre. Mais: tem de se ter a certeza de que é para sempre. Amar, mesmo que por segundos, mesmo que por instantes, é para sempre. E é isso, essa sensação de segundos ou de minutos ou de dias ou de horas ou de anos ou meses, que é para sempre. Ama. Ama por inteiro. Ama sem nada pelo meio. Ama, ama, ama, ama. Ama. Porque é só por aquilo que te faz perder a respiração que vale a pena respirar."

Pedro Chagas Freitas

segunda-feira, 14 de março de 2016

terça-feira, 8 de março de 2016

Pequena homenagem no Dia da Mulher

 
Neste dia da Mulher, quero fazer um reconhecimento muito especial a uma mulher também ela muito especial - a minha irmã Nádia. Embora ela tenha sido um bocadinho o terror da minha infância - porque me batia, gozava comigo e não me queria junto dos seus amigos - ao mesmo tempo preocupando-se comigo, indo à minha procura se não me encontrava em casa - desde que crescemos que ela se tornou no meu anjo da guarda.
 
É aquela pessoa que sei que está lá para mim, a quem me queixo, com quem me rio, com quem partilho o que me acontece mas também o que quero, o que me ocorre, o que li, vi, senti. A que me conhece, a que me ouve e a quem oiço. A que me dá prendas, a que me deu dois sobrinhos espertos, meigos e como se não bastasse, lindos!
 

quarta-feira, 2 de março de 2016

Ora, ora...



"I think that kind of struggle is important for a writer. I think it’s a mistake for a writer   to sit around coffee shops musing about bullshit. I think it’s a waste of time and I never do it."

James McBride

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Abrir uma oportunidade






O Seal veio abrir uma oportunidade para todos os homens negros e toscos. Hoje são vistos como machos e atraentes quando antes não eram vistos de todo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A D. Cesarina

Perdemos a D. Cesarina.
 
Sempre a chamámos assim, num misto de afeição e muito respeito, porque era ela alta, era branca, tinha o cabelo curto e quando era de nos bater, agarrava numa das nossas mãozinhas bem esticada e com apenas dois dedos bastante compridos da sua mão direita, batia-nos uma, duas, três vezes no máximo e isso já era um grande castigo.
 
Mas nós sabíamos que ela tinha um coração de ouro e o nosso jardim era o melhor do mundo, o mais ensolarado - chamava-se Jardim Raio de Sol - e ela considerava-nos pequenos raios que por lá andavam, de batinhas verdes e a lutar pelas amêndoas verdes que nasciam no recreio.
 
Depois de irmos para a Escola Primária, muitos de nós ainda ia lá matar saudades do Jardim, das professoras - a minha era a Maria da Luz - das cadeirinhas amarelas que agora nos pareciam muito, mas muito pequeninas - dos trabalhos manuais, dos quadros na parede, feitos pelos meninos.
 
Deixa saudades, a D. Cesarina!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Em voo

 
Ia pôr esta foto a ilustrar algum post mas ela merece aparecer por si mesma, não de enfeite. Uma foto assim, cheia de movimento, tão bonita, que apanha a Nádia com uma cara de quem pregou algum partida e agora foge para não ser agarrada.
 
Uma foto em que ela flutua um bocadinho acima do chão, realizando o nosso sonho - voar, voar, nem que seja por um singelo minutinho.

Soncent faz 10 anos!


Saibam que nesta manhã radiosa, neste dia sereno, neste mês decente, Soncent completa uns radiosos 10 anos de vida, com serenidade e com uma longevidade ativa bastante decente.
 
Estávamos nos idos de 2006 quando o Tey Fonseca Soares me perguntou porque era que eu não tinha um blog e fiquei a olhar para ele com cara de sargento na reserva e depois mudei a minha cara para a de um burro a olhar para um palácio e depois fiz-me da cor do burro quando foge. Saí a correr, entrei rápido numa sala qualquer (que poderá ter sido a do meu trabalho, ao lado do Palácio do Povo) e momentos depois (no dia seguinte, talvez) já eu estava a blogar.
 
E o resto da história, vocês conhecem-na...
 
(Foto do Adónis Ferreira)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O que faria se... IV



O que faria se ficasse presa num elevador com o Kevin Costner?


- Tentaria usar o telemóvel; o telefone do elevador; o botão de emergência; tentaria estimar em que andar estávamos e fazer barulho. Sentar-me-ia no chão, tentando concentrar-me em coisas agradáveis até que o tempo passasse e alguém nos viesse salvar. Censuraria o Kevin por ter um móvel sem GPS. Fingiria não olhar quando ele decidisse mijar contra as portas do elevador.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Resenha crítica de Two Fragments of Love

Um dia, casualmente navegando na net, encontrei, quase sem procurar (isto tudo já parece 1 de abril) uma resenha crítica de um trabalho meu também casualmente publicado em Africa39, que só por razões de memória coletiva (as minhas) eu publicarei cá no blog.
 
Sabem? A mim, as críticas quase nunca são vociferadas; nem mesmo ditas. Um ou outro partilhou comigo, num sábado à tarde, três, quatro linhas. Sei-os de cor (os críticos, não as linhas). (Ok, também as linhas!). A maior parte nem sussurradas mas deu.
 
Então, estas imensas considerações sobre o meu trabalho deixaram-me a modos que de boca aberta e olhos em bico e um fio de baba a escorrer-me pelo queixo (feminino, redondo, ligeiramente torto e flagelado mas amoroso) até à blusa (não de cambraia, não de seda, apenas uma imitação de bom gosto e preço acessível) até à ponta do pé (torto mas pequeno).

READING THE AFRICA39 ANTHOLOGY: “TWO FRAGMENTS OF LOVE” BY EILEEN ALMEIDA BARBOSA.

 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Tentativa de balanço I - e outras divagações

Saibam que agora, dezembro  escreve-se com letra minúscula. Dezembro. Digo, dezembro. É que no início da frase, ele mantém a letra maiúscula por razões de que vocês se lembrarão. Menos a Catarina. Ela não se lembra das maiúsculas, o que a mim, me dá um certa aflição. Mas eu há muito que sou de me afligir com o Português mal escrito, não fosse ele a minha Pátria. Já o tinha dito aqui?
 
A minha Pátria é a Língua Portuguesa.
 
Dito isto, não tenho problemas nenhuns em dar umas chicotadas à Pátria, aqui e além, não por rebeldia mas por puro desejo de inovação, frescura e sacudir as coisas. Muito Mia. Vocês sabem... Couto.
 
(Tenho mosquitos na sala, sobrevoam-me com más intenções, zika, zika, zika...)

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Um ano de stand up comedy


Fez sábado um ano de stand-up comedy no Secreto Ibérico e o Enrique Alhinho convidou-nos a todos os que por lá passámos para irmos comer uma fatia de bolo - depois de partilharmos umas quantas piadas com o público.
 
É, eu gosto de anedotas. É assim. Vem do meu pai, claro, porque a minha mãe não só não as conta como, se lhe contamos uma particularmente divertida, ela demora algum tempo a tentar conter o riso, depois ri-se um bocadinho e depois admoesta-nos
 
Parva!
 
Por lhe termos conseguido arrancar uma gargalhada.
 
 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Rice. Damien Rice

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Como é que o Damien Rice, lá da Irlanda, consegue fazer música que me cai tão bem, eu cá nos trópicos, tão longe mas tão perto nas emoções que me desperta?

Fico muito perto de o querer idolatrar, de querer ir a um concerto dele, gritar de ao pé do palco, esticar os braços acima a ver se ele repara em mim, depois fazer um monte de disparates quando ele finalmente me convidasse para cima do palco.

...
...
...

Mas não, estaria de olhos parados durante o concerto todo, cantando com ele baixinho, pensando, como é que um tipo tão feio faz música tão bonita?


Para quem gosta dele também, como Ivan Mões, devo dizer que já passei da fase do The Blowers Daughter; já superei Accidental Babies. Agora estou em The animals are gone e Elephant.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A mamã, o camelo e a pirâmide


Pois é, pessoal, a Madalena a modos que acordou no Egipto, que é um lugar que por estes dias não atrai assim tanta gente, o que não deixa de ser uma alteração do status quo, porque aqui há uns anos, houve alguém que afirmou
 
     "Qual é o interesse de ir ao Egipto se lá, tudo o que interessava aconteceu há mais de dois mil anos?"
 
Mas para a Madá, era um sonho. Não exatamente estar lá, mas sobretudo tirar uma foto lá. Parece que este género de sonhos se tornou popular, há quem vá pelas fotos, há quem vá pela comida; eu tiro cada vez menos fotografias, gosto de ser do contra, então guardo as imagens na cabeça, respiro fundo os cheiros, ponho a mão nas cores.
 
Gostava de dizer que como cada vez menos, mas seria uma grande falácia; porém não saio do meu piso para ir de propósito comer a algum país. Estando lá, sim, experimento de tudo, não sou esquisita, mas não regresso a falar da comida como se fosse o elemento mais marcante da viagem. Espero nunca ir a um sítio em que a gastronomia ultrapasse a paisagem, as pessoas, a música...
 
Sobre o camelo não me posso pronunciar muito, porque quase tudo o que sei sobre os bichos soa a anedotas politicamente (e animalmente) incorretas. É que houve o Jarbas, que era um camelo particularmente apreciador de cheiros e que passou uma viagem a cheirar-me o derriére de uma vez nas Canárias; há ainda aquele par de anedotas muito picantes sobre os bichos e eu, que às vezes não me controlo, há dias contei uma numa mesa em que estava o PM e uns diplomatas e depois não havia buraco onde me meter, muito por causa do meu mais que um metro de setenta e cinco, o que vos parecerá muito, mas que não chegou para apanhar a senhora minha mãe, cujas calças até hoje me ficam compridas e que está a esta hora, no Cairo, a pensar para onde mais vai tirar uma fotografia.
 
Pirâmides... teria que ser uma artigo científico de mais e não vos quero maçar com isso...