Soncent

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Upgrade bo democracia - memórias de uma peça



Ontem tive a agradável surpresa de ouvir a nossa peça Upgrade bo Democracia na rádio nacional, a propósito da comemoração do dia da democracia. Foi com um grande sorriso que fui ouvindo as vozes dos meus colegas, os sons tão característicos, as músicas, o público entusiástico e participador.




Foi uma peça com um texto muito bom, da autoria do Alexandre Fonseca Soares, vulgo Tey, que ele escreveu em cima dos joelhos, nós íamos para o ensaio e ele ainda não tinha o texto para o dia seguinte, escrevia-o durante a noite.

Eram ensaios muito divertidos. (Até eu me aborrecer de morte, começar a reclamar sono, a dizer para nos irmos embora, e o Tey a dizer "Vamos começar outra vez!", como se não houvesse vida fora do teatro.)

Eu não queria assumir nenhum papel, porque sentia não ter tempo nem pachorra para as horas intermináveis de ensaios, mas quando surgiu um papel de um discurso em que não era preciso fixar o texto, eles disseram-me que tinha a minha cara e não precisava ensaiar todos os dias, então... já de uma outra vez, a actriz Taís Lucksis não podia actuar e o papel de minoria na assembleia caiu-me em cima, tive que falar brasileiro e dançar em palco. Foi óptimo!!




Gostávamos de espreitar pelas cortinas enquanto a sala se ia enchendo, do silêncio de antecipação, das gargalhadas nos momentos que nenhum de nós previra, e das gargalhadas que calhavam nos momentos em que nós também nos ríamos nos ensaios.
Antes das pessoas entrarem, havia uma "boca de urna", outros actores amigos iam ter com as pessoas do público e tentavam convencê-las a votar neste ou naquele partido e eles já entravam a sorrir para dentro da sala.


A meio da peça, eu e o Doca tínhamos de mudar de roupa, o Doca então tinha que se pintar todo de vermelho, cara, cabelo, lábios, e no escuro dos bastidores ajudavamo-nos, cada um tinha o seu ritual de concentração, o Bic (o anjo Jeremias) usava aparelhos electrónicos sofisticados - luzinhas que se acendiam e microfones) então ele e o Doca tinha que checar as pilhas, lembrar-se de ligar e desligar o micro quando entrava ou saía de cena.
Também a meio da peça, tínhamos uma mudança de cenário, com as cortinas sempre abertas, o que queria dizer que a fazíamos no escuro enquanto tentávamos não esbarrar e, principalmente, não nos rirmos.


Quando terminava, o público aplaudia de pé - é um hábito cá - e nunca acertávamos na forma de fazermos o agradecimento.

Levamos a peça para o Sal e foi um pesadelo, a entrada era livre, havia mil crianças a brincar ao pé do palco e faziam um barulho enorme, nós praticamente não nos ouvíamos e o público também não. Mas para quem nunca foi boa em desportos, foi uma maneira de descobrir como são as viagens em caravana... e voltar para Soncent foi outro pesadelo, viagem via Praia, saímos do Sal à meia-noite, da Praia às 5 da manhã... e claro, eu lá estava a trabalhar no dia seguinte, porque a vida de artista não alimenta o corpo...

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Crítica desabrida

Não gostei da peça A casa de nha Bernarda. Não gostei geral. E a certa altura, tornou-se enfadonha, e então reparei ainda em mais coisas de que não gostei. Mas toda a gente com quem falei gostou. Quem me contactou pelo Yahoo foi o Flávio, que uma vez fez de Romeu em Romeu e Julieta. Desta sim, desta peça gostei imenso e andei uns dias apaixonada pelo Romeu, tal como um grande amigo meu andou uns dias apaixonado pela Julieta.

Também não gostei da peça Perdidos Procura-se. Aliás, na altura escrevi uma grande crítica, que, por problemas de internet, não ficou afixada em Sarron. Essa peça, acheia-a violenta. Violenta no sentido de me ter obrigado a ficar duas horas e tal sentada, a olhar para para movimentos no palco sem qualquer lógica, diálogo ou interesse estético. Uma peça para fazer fugir o público do teatro. Em que uma pessoa só não se levanta para abandonar a sala porque nos ensinam a ser corteses. Essa peça, se tem sido um sketsh (?), era bem, bem mais interessante. Com 3 minutos.

terça-feira, 6 de março de 2007

Março Mês do teatro

O João Branco deu por aberto o Março Mês do Teatro e nós, do Sarron.com apresentámos o nosso documentário sobre o nosso primeiro ano. Eu sou a porta-voz oficial do grupo, razão pela qual apareço numa foto com uma vintena de microfones a quereram captar as minhas palavras. Todas as terças há documentários e claro, há teatro nos fins-de-semana e por vezes, a meio da semana. Nós encerraremos o mês com a peça inédita "Um cinquintinha".

Hoje o documentário foi o Brook by Brook, mas o frio glacial que fazia no terraço do Casa Café impediu-me de assistir até ao fim. Olhem, o Casa Café é um bom exemplo do bom aproveitamento que se pode fazer do nosso património construído, em vez de fazermos tábua rasa e começarmos do zero edíficos que não terão nada a dizer.

P.S. Era para publicar a tal foto, mas nunca mais faz o upload...

terça-feira, 4 de abril de 2006

Upgrade bo democracia

O grupo de Teatro e Companhia Sarron.com apresentou este último fim-de-semana, a sua peça de estreia, no encerramento do Março Mês do Teatro. Confesso que mal vi a peça... Nos três dias em que lá estive. Vi partes dela, através de umas cortinas pretas que separavam o público dos bastidores. Eu, do lado dos bastidores pela primeira vez, só queria poder descer e sentar-me de frente ao palco.

segunda-feira, 27 de março de 2006

Dia do teatro

Terei esgotado todas as minhas palavras a falar da mulher? É que tenho um certa conotação de feminista, imerecida, esclareço: os que me rodeiam é que, de tão machistas são, se me ouvem a falar qualquer coisa sobre a mulher, dizem logo que sou feminista... quando só sou pela igualdade de direitos.

Quanto ao assunto em questão: Hoje tita morrê pex na Centro Cultural do Mindelo. Um data comemorod desde 1961, segundo o Público. E dia 31, tita bá morrê pex na mesmo sítio, mas por causa de UPGRADE BO DEMOCRACIA.

sexta-feira, 17 de março de 2006

Soncent, on weekend

Esta sexta há teatro, a peça "Perdidos / Procura-se", da companhia de teatro Solaris. E no resto do fim-de-semana, que há para fazer? Os da Praia terão a oportunidade de ver "O doido e a morte", do grupo de teatro do Centro Cultural Português do Mindelo. E eu perdi o filme "O crime do Padre Amaro".

segunda-feira, 13 de março de 2006

Bichos na Praça - entre vivos e mortos, sobrevivemos todos

Uma tartaruga, uma mosca
um crocodilo, uma hiena
uma pomba, um mosquito
uma minhoca, um cabrito
um corvo, uma pata
um tubarão, um elefante,
um canguru, um urso
ufa tantos bichos!

Os alunos do 11º curso de teatro passaram por mais uma prova de fogo: guarda-chuva, roupa esquisita, andar e porte estranhos e animalescos, na hora e lugar em que toda a gente dá o seu best: Praça Nova, sábado à noite. Um prémio para quem acertar em todos os nomes para os bichos! - Quem não os souber também os pode traduzir para Javanês e enviar-me.

sexta-feira, 10 de março de 2006

Praça Nova cheia de bichos - Notícia bombástica

Este sábado à noite, a Praça Nova, ponto central de Soncent, será invadida por bichos que acordaram pessoas. Não digo mais nada, quem lá estiver verá!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

Sarrom.com

Sarrom.com é a mais nova companhia de teatro de São Vicente, a que mui orgulhosamente, pertenço. Já temos dois projectos na calha para serem apresentados nos dois principais certames teatrais nacionais. A peça de Setembro é um projecto que nos encanta a todos, por ser um musical, que ainda por cima se passa nos tempos áurios de Mindelo, na época em que o Porto Grande tinha uma grande actividade e "Gót de Manê Jom tava engordá na gemada". Tenho a certeza de que aulas milagrosas me farão cantar como um anjo.