Só ao céu devo temer
Vós, que me mirais do alto,
que me desprezais do vosso pedestal,
que me ignorais,
que achais por bem ignorar-me;
Não vos apercebeis de quem,
na realidade, sou.
Não vos debruçais para me ver,
sois tão grandes que me pisais,
sois tão pesados que me esmagais.
Porém sois tão fracos
e ao mesmo tempo tão seguros
que não me temeis.
De que têm os elefantes medo?
Dos ratos.
Vós devíeis temer-me.
De pequenos tijolos
é feito um palacete.
Sois um grupo de mim.
Sois formados por mim.
A vossa essência é igual à minha.
Sou o vosso principio.
Que castelo não ruiria sem alicerces?
Que torre não cairia?
Que ponte se manteria?
Sois fracos, sim!
Sois todos fracos e desprezíveis.
Eu não levantarei os olhos para vos ver!
De verdade, estais abaixo de mim.
Sobre a minha cabeça,
apenas o céu.
Só ao céu devo temer.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Co-piloto - ou subindo na vida
Ontem fui co-piloto num voo entre a Praia e o Sal. Correu tudo bem, engasguei-me um bocadinho a falar com o controlador aéreo, e quase que não fiquei nervosa quando ambos os motores do ATR pararam a meio do voo. Estavam mais pessoas conhecidas a voar e se os vidros não fossem escuros, teríamos acenado uns aos outros.
O Comandante já tem tantos anos de voo que bebericou três cervejas entre descolar e aterrar e pelo meio fomo-nos rindo da curiosidade dos outros pilotos e controlador em relação à minha identidade.
Quando já tínhamos o avião confortavelmente instalado no block one do AIAC, relaxámos e falámos em ir comer uma cachupa guisada ao bar. Mas depois venceu um salpicon de atum. Fresquinho!
O Comandante já tem tantos anos de voo que bebericou três cervejas entre descolar e aterrar e pelo meio fomo-nos rindo da curiosidade dos outros pilotos e controlador em relação à minha identidade.
Quando já tínhamos o avião confortavelmente instalado no block one do AIAC, relaxámos e falámos em ir comer uma cachupa guisada ao bar. Mas depois venceu um salpicon de atum. Fresquinho!
sexta-feira, 11 de abril de 2008
As perguntas que nunca me tinham feito
Como decidiste a posição dos contos no livro? Alguém te ajudou? Foram postos à medida que foram escritos, isto e, por data de produção? Quando escreves um, quando voltas a lê-lo? Deixas algum tempo ou fazes a redacção (e assim que se diz?) imediatamente? Tiveste uma pessoa que te ajudasse a ler e fazer algumas mudanças? E se foi assim, houve coisas que aceitasses e outras que te recusaste a mudar? Porque? Qual e o teu conto preferido? Agora que o livro esta disponível a todos tens tido muita critica? E há algum tema comum? Fizeste pesquisa para algum dos contos ou foi tudo sobre coisas que já sabias?
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Pergunta para o peixe assobiar
Não haverá, na enorme lista de produtos importados por Cabo Verde, uns quantos que possam ser produzidos cá, e que possam ser riscados, pura e simplesmente, da lista de importação? Pouparíamos divisas, haveria mais emprego... mas alguém já pensou nisso, não?
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Algures
Algures, numa esquina da vida real, perdi o fio à meada do blog, de como actualizar todos os dias e responder aos comentários.
Algures, entre as velas enfunadas dos barcos que nesta baía se cruzam, caí na água e nado tão mal que vou apanhando uns goles. De água salobra.
Algures, entre as velas enfunadas dos barcos que nesta baía se cruzam, caí na água e nado tão mal que vou apanhando uns goles. De água salobra.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Olha para mim!
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