Soncent

Soncent

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Temam este poemeco de 1997!

Só ao céu devo temer

Vós, que me mirais do alto,
que me desprezais do vosso pedestal,
que me ignorais,
que achais por bem ignorar-me;

Não vos apercebeis de quem,
na realidade, sou.

Não vos debruçais para me ver,
sois tão grandes que me pisais,
sois tão pesados que me esmagais.

Porém sois tão fracos
e ao mesmo tempo tão seguros
que não me temeis.

De que têm os elefantes medo?
Dos ratos.

Vós devíeis temer-me.

De pequenos tijolos
é feito um palacete.
Sois um grupo de mim.
Sois formados por mim.

A vossa essência é igual à minha.
Sou o vosso principio.
Que castelo não ruiria sem alicerces?
Que torre não cairia?
Que ponte se manteria?

Sois fracos, sim!
Sois todos fracos e desprezíveis.
Eu não levantarei os olhos para vos ver!

De verdade, estais abaixo de mim.
Sobre a minha cabeça,
apenas o céu.
Só ao céu devo temer.

Co-piloto - ou subindo na vida

Ontem fui co-piloto num voo entre a Praia e o Sal. Correu tudo bem, engasguei-me um bocadinho a falar com o controlador aéreo, e quase que não fiquei nervosa quando ambos os motores do ATR pararam a meio do voo. Estavam mais pessoas conhecidas a voar e se os vidros não fossem escuros, teríamos acenado uns aos outros.

O Comandante já tem tantos anos de voo que bebericou três cervejas entre descolar e aterrar e pelo meio fomo-nos rindo da curiosidade dos outros pilotos e controlador em relação à minha identidade.

Quando já tínhamos o avião confortavelmente instalado no block one do AIAC, relaxámos e falámos em ir comer uma cachupa guisada ao bar. Mas depois venceu um salpicon de atum. Fresquinho!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

As perguntas que nunca me tinham feito

Como decidiste a posição dos contos no livro? Alguém te ajudou? Foram postos à medida que foram escritos, isto e, por data de produção? Quando escreves um, quando voltas a lê-lo? Deixas algum tempo ou fazes a redacção (e assim que se diz?) imediatamente? Tiveste uma pessoa que te ajudasse a ler e fazer algumas mudanças? E se foi assim, houve coisas que aceitasses e outras que te recusaste a mudar? Porque? Qual e o teu conto preferido? Agora que o livro esta disponível a todos tens tido muita critica? E há algum tema comum? Fizeste pesquisa para algum dos contos ou foi tudo sobre coisas que já sabias?

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Pergunta para o peixe assobiar

Não haverá, na enorme lista de produtos importados por Cabo Verde, uns quantos que possam ser produzidos cá, e que possam ser riscados, pura e simplesmente, da lista de importação? Pouparíamos divisas, haveria mais emprego... mas alguém já pensou nisso, não?

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Algures

Algures, numa esquina da vida real, perdi o fio à meada do blog, de como actualizar todos os dias e responder aos comentários.

Algures, entre as velas enfunadas dos barcos que nesta baía se cruzam, caí na água e nado tão mal que vou apanhando uns goles. De água salobra.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Olha para mim!




Um dos aspectos mais interessantes de subir ao Corcovado é ver aquela multidão toda preocupada com tirar fotos de si, com o Cristo atrás.

O Sovaco do Cristo



Sentia-se qualquer coisinha na brisa que descia, quem sabe se não dos vapores da mata atlântica?