Soncent

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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Do Farol e outros locais




Não tenho as fotografias comigo, mas Soncent nunca foi forte em fotografias... Era para contar o que aconteceu ontem: Juntei-me a um pequeno grupo cujo destino era ir ter ao Farol de São Pedro. Fomos de carro até ao aeroporto, em cuja rotunda primeira se via uma carro verde, de rodas para o ar, e marcas da derrapagem que o vitimou. Não sei das vítimas, não me perguntem.

O que sei é que já lá se deram uns quantos acidentes - o que parece mostrar que algo está mal.

Do aeroporto, metemo-nos pelo caminho de terra à direita de quem vai a São Pedro, e contornámos uma rocha, para descobrir que há muita apanha de pedra nessa zona.

Quando chegámos a São Pedro - que é a forma como Santo André é conhecida pela maior parte das pessoas, lá rumámos ao Farol. Hoje em dia não é nada de especial ir lá, visto que foi fechado. Eu já tinha lá ido quando ainda se podia subir até lá acima, através de uma estrada de caracol de metal enferrujado. Há lá nomes de muita gente escavados nas paredes.

Depois descemos umas escadas até um sítio perto do mar, onde estavam uns jovens mergulhadores a prepararem-se para ir pescar. Um deles era muito parecido com o Heath Ledger, cabelo comprido inclusivé.

A parte melhor do passeio foi quando regressámos do Farol: maré a subir, as areias da praia de São Pedro estavam a ser banhadas pelas águas, a praia toda era ondas sorridentes e frescas a circular e fomos até à vila com os pés dentro de água e atravessando umas três ou quatro vaus. Sensação fresquíssima!

Quem lá for hoje e amanhã ainda deve encontrar um bom laguinho para relaxar.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

25 de Abril

Já li muito sobre esta data, e na mesma fiquei com um feeling... será que as coisas foram mesmo assim??

quinta-feira, 24 de abril de 2008

E por falar em bandas sonoras...

Gosto imenso destas bandas sonoras de filmes:
1. A missão, de Ennio Morricone
2. Out of Africa, John Barry
3. Evita
4. Chicago
5. Heaven and earth (Entre a terra e o céu)

E quais são as tuas?

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Da mão para a boca - de Paul Auster



O Guijó, que é uma pessoa tão interessada que é uma raridade nesta ilha de conversas vãs, emprestou-me um livro do Paul Auster completamente diferente do que eu tinha lido dele. Ele é conhecido pelos contos do absurdo, e eu já tinha lido uns três trabalhos dele - inclusive um em que ele se mete a si próprio na história, que é intrincada, misteriosa, e termina e ficámos a pensar "ué!" - mas este livro - Da mão para a boca - é uma biografia dele, em que ele conta a sua vida até lançar o seu primeiro livro.

Lê-se mesmo muito bem!!

Muito interessante, escrito numa linguagem muito clara e directa, muito honesta, por assim dizer, porque eu não sei o que ele escondeu. Confesso que queria encontrar algo mais da sua vida privada... heheh, muito cusca, eu!, ele descreve as vicissitudes por que passou, falta de dinheiro, falta de espírito de negócio... Até criou um jogo de beisebol com cartas, mas que não deu em nada.

Fez-me também pensar que não tenho esse espírito - o que pode ser um bom auspício para a minha carreira literária...

Mas pelo sim ou pelo não: vocês já compraram Eileenístico?

hehehe

Das coisas

É fino escrever compêndios e titulá-los:

Das qualquer coisa.

Gostava um dia de escrever qualquer coisa assim.
"Dos cus e de Judas
Nestes locais onde nunca faz sol, qualquer luz traidora é bem-vinda."

"Das amostras periféricas
As amostras periféricas devem-se recolher com espátulas desinfectadas em grog de São Nicolau..."

"Das amoras silvestres
As amoras silvestres crescem nos bosques de países muito distantes, onde é verde e faz frio."

"Das vinhas e da ira
Não se deve misturar vinhas e ira, sob pena de bater no enólogo."

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Piada de mau gosto numa segunda feira encoberta


Com estas histórias que temos ouvido de crianças a serem mortas pelos pais, dou-me por muito feliz de ter sido uma muito bem comportada...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Casos insólitos - extracto de um conto de Eileenístico

Um muito velhinho...

“Mandou-me entrar sem perguntar ao que ía. Foi buscar duas chávenas de café, acomodei-me no sofá, ela encavalitou-se na cadeira de balanço. Num suceder de idas e vindas, contou-me a infância, os estudos, os amores e desamores, os carros, as empregadas, os empregos, tintim por tintim, meteu-me com a vida dela, eu ali de olhos fixos ora nos seus seios, ora nas pernas e depois pelos quadros na parede, até que se calou, assoou-se e disse que emprego era meu, encarregou-me de lavar as chávenas, e foi-se deitar de novo, “Estou com uma gripe danada!”, eu ali a lavar chávenas, a tipa a espirrar, encontrei chá no armário e levei-lhe uma xícara, agradeceu-me e pediu-me que ficasse ali com ela, segurou-me nas mãos e adormeceu, deixei-a ali e fui para casa, no bilhete que deixei, “Volto amanhã às sete.” E agora você vem-me dizer que ela está morta? Desde quando é que se morre de gripe?