Soncent

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terça-feira, 13 de maio de 2008

Sinto...

Isto foi num dia em que tentei fugir de casa e ir morar na Lua.

De repente senti-me bem, sem que especial razão houvesse. Como se algo de bom, entrado pelo meu coração tivesse. Profundamente inspirei, apurando-me para um suave som. Deixei-me embalar e senti-me como se de um dom se tratasse. Pois fui-me elevando, ficando leve, me superando, que na brisa voei, embalada, aparada por uma névoa, penumbra, bruma, cinzenta, rosa, branca... Senti-me tão leve como se fossemos uma, a mesma, igual. De repente, não era eu, senti que algo acontecia, a acalmia chegava, adormecia.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

IDEIAS PARA POUPAR O AMBIENTE E NAS FACTURAS

O nosso amigo Dudão enviou-nos umas dicas jeitosas:
ELECTRICIDADE:

- Tire o máximo proveito da luz solar, para além de matar bactérias e germes, reduz o consumo de electricidade pelo uso de lâmpadas, além de poupar na compra de detergentes e desinfectantes.
- Opte por lâmpadas de baixo consumo, têm um maior tempo de vida (10.000 horas) e um consumo 5 vezes inferior às lâmpadas incandescentes, logo, poupa-se na factura da luz!
- Lave a roupa a 30ºC e com a máquina cheia, ou opte por programas curtos, chega-se a poupar 1/5 de energia.
- Não deixe carregadores de telemóveis nem de portáteis ligados à corrente.
- Evite abrir muito o frigorífico e por longos períodos de tempo, perde temperatura e requer mais energia para repor a temperatura inicial. Tire tudo o que vai precisar de uma só vez.

GÁS:

- Desligue o forno antes de terminar um cozinhado, aproveita-se o calor restante para concluir a cozedura.
- Escolha o bico do fogão e a intensidade da chama adequado ao recipiente.
- Utilize recipientes com fundo térmico, retêm melhor o calor e por muito mais tempo.

ÁGUA:

- Tome duches e não banhos de imersão.
- Quando estiver a lavar os dentes, fazer a barba ou a lavar as mãos, não deixe a água a correr.
- No duche quando estiver a pôr shampoo ou sabão também não deixe água a correr.
- Quando entrar no banho e estiver à espera que a água aqueça, recolha essa mesma água, serve para lavar o chão por exemplo.
- Tenha um copo para uma bebida, assim não necessita de usar um copo de cada vez.

RECICLAGEM:

- Recicle o máximo possível e de forma correcta.
- Quando for ao mercado leve os seus sacos de casa.
- Reutilize copos, pratos e talheres de plástico.
- Imprima sempre que possível frente e verso, poupa nas folhas e nos €€€.
- Recicle tinteiros, baterias, pilhas.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Piquenique



Este contito está em Eileenístico. É o preferido da Nádia. Também gosto muito dele. A verdade é que nunca fiz este telefonema. Mas sei que teria sido exactamente assim, se o tivesse feito.

E telefonei-te. E convidei-te logo, sem te dar tempo de falar, para um piquenique no próximo sábado, à tarde. E tu rugiste “Um piquenique?!!” Tremi um bocadinho, miei “Um piquenique, sim! Queres ou não?” e tu ainda com voz de mau, “Quem é que vai?” e eu numa vozinha muito fina sibilei que “Só nós”, e tu voltando à carga, rosnaste “Sim, mas nós quem?” e eu com voz forte outra vez, “Nós os dois, poça!” e tu naquela voz grossa, bradaste “Estás é louca!” e o barulho que não ouviste foi do meu coração a partir-se mais uma vez.

E pronto. Tenho um cesto de palha com enfeites de flores, tal e qual um que me deram quando tinha seis anos. E tenho umas sandes de carnes frias, uma tarte que eu própria fiz mas que miraculosamente ficou tão boa. E três garrafas de sumo de frutas. E há biscoitos também, e um pedaço de bolo que sobrou do aniversário da minha avó. Um banquete!

E meti dentro do cesto uma toalha grande e guardanapos de papel e esperanças loucas de que finalmente nós nos acertássemos. Que dialogássemos sem brigas, sem gritos, que ríssemos juntos, talvez até tomássemos banho naquela nascente, que brincássemos e...
Tanta coisa deitaste por água abaixo! Depois de desligares, continuei com o telefone na mão, mais impotente que nunca, pensando no vestido tão bonito que afinal não uso, na tarte que não me apetece comer, no penteado que pensava fazer. E choro aqui sentada, à espera que me passe este amor todo a que não sei o que fazer.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Arejando os poemas - sem título, 2002

Olho para trás e não vejo nada
Olho para os lados e não há ninguém
Para a frente tenho medo de olhar
Vivo no quintal da minha vida.

E as janelas
De nada me podem valer
E os vãos, só para me esconder

Servirão

Que tectos tão altos, afinal
Que paredes medonhas e lisas
Onde não me posso agarrar

Queria fugir daqui
Abrir a porta e sair
Partir as grilhetas
Que me prendem assim

Lá dentro vejo a minha vida
Aqui fora, estou à chuva
Aqui fora estou na lida.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Um Primeiro de Maio com a Eury


E foi assim que ontem, em vez de me ir deitar ao excelente Sol que brilhavam em Soncent, me fui encontrar com a Eury, ela mesmo, em pele e osso. Almoçámos juntas, falámos imenso. Muito interessante, muito culta, muito bom enfim poder conhecê-la pessoalmente.

Demos também uma voltinha pela cidade, vimos os monstregos Copacabana, o parque eólico que está a operar em toda a força, a Laginha, cheia quase como se fosse verão, o Fortim cheio de boas vivendas, as Pombas Brancas engraçadas (vivendas em Chã de Alecrim), os prédios emblemáticos da cidade e os atentados ao bom senso do ordenamento do território.

E depois ainda fomos "tomar café" com o João Branco... mas não pensem que andámos a discutir sistemas operativos, Windows, Linux e Ubuntu... nada disso!