Soncent

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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Exposição Biosfera I

No CCM. Sobre tubarões, a sua importância e outras coisas muito interessantes. Com direito a ver tartarugas não-ninja vivas da silva, coitadinhas.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Isto brada aos céus

Há um artigo extremamente pertinente no Blog da Eury, acerca da (não deixa de ser) expulsão de uma aluna, por motivo de gravidez. Eu não entendo estas coisas. Não se está a prevenir a gravidez precoce assim, está-se a prejudicar ainda mais o futuro de uma cidadã.

A gravidez precoce, parece-me, previne-se com educação, tanto por parte dos pais, como da escola.

Da inevitabilidade

Já me tinha acontecido antes: morrem algumas pessoas minhas conhecidas com pequenos intervalos de tempo. Gente que não estava doente, nem velha. Ou seja, gente que "não era suposto!" E ponho-me a pensar, durante uns tempos, em como são leves os fios que cá nos mantêm...

Uma das mortes que mais me impressionou foi a do pai de um ex-vizinho meu. Levantou-se de manhã, e foi correr. Voltou, deve ter tomado banho e quando estava sentado a tomar o pequeno-almoço, morreu. Nessa tarde, aí às 5 horas, já estava enterrado - era verão. Isto fez-me sempre uma enorme confusão, aliada a uma forte consciência de fragilidade. Mas depois, pasam uns tempos em que não conheço as pessoas que vão desaparecendo e volto a acreditar que estamos cá de pedra e cal - e que só lá longe, onde a nossa miopia não distingue nada, estará o cemitério à nossa espera. Inevitavelmente.

História do bombom - extracto de um texto de Eileenístico

Os bombons são para se irem saboreando, devagar, e são para durar vários dias e para serem oferecidos, tanto a caixa inteira como já aberta, às visitas especiais, aos amantes e amores, para que quando as pessoas tiveram todas o bombom dentro da boca, se olhem nos olhos uns dos outros e se sintam ligadas por aquela sensação de estarem a saborear uma delícia tão extraordinária, tão delicada, tão maravilhosamente doce.

Essa sensação vem apimentada com uma certa inveja porque ficam sempre a pensar se o bombom que o outro tem na boca não será mais delicioso do que o que escolheram e apetece-lhes arrancar o doce da boca do outro para não perderam pitada dos sabores.

E somos feitos de sabores e formatos diferentes exactamente para agradar à maior parte das pessoas que não resiste em descobrir cada um dos diferentes sabores.

(...)
Bom, digo isto porque é tradição passar histórias de geração em geração, é claro. Disseram-me que as senhoras já entradotas e que recebem bombons ficam todas meio loucas e prestam verdadeira vassalagem e homenagens aos bombons, sofrendo a cada um que mastigam, permanentemente dividas entre se darem esse prazer e manterem a linha.

Opa, opa! Olhem-me para esta descarada! Diz-me que ficarei para contar a história mas nem eu terminei ainda e já me está a levar para a boca! Mas vingar-me-ei bem. Bombom? Ah não! A partir de agora, chamem-me Celulite. Ce-lu-li-te!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Os calores de Esmeralda - Extracto de um texto de Eileenístico

O resultado fez-se notar logo no dia seguinte. Estava lá fora com um livro nas mãos e viu Vosk aproximar-se do lado do celeiro. Ele olhou para ela e em frente, voltou a olhar para ela e em frente e olhou de novo, desta vez detendo-se longamente. Ela sorriu mas lá dentro tinha um turbilhão de sentimentos loucos.

Ele disse-lhe naquela voz muito grossa Você hoje ‘tá diferente e ela respondeu-lhe Tou diferente como? E ele, Não sei, só sei que ‘tá diferente e convenceu-se, zangada, que ele nem reparava nela, nem sabia o que estava mudado nela. Ela não disse mais nada, poisou os olhos de novo no livro e fingiu ler mas uma névoa que lhe queimava os olhos não lhe deixava ver e desejou com todo o coração que o diabo do homem fosse a qualquer parte mas não ficasse lá com os olhos espetados nela, e ela quase a chorar e ele lá parado olhando para ela e não resistiu e levantou-se e pôs-se a correr e o diabo da pedra que a fez cair ao chão, poça que já me magoei.

E os passos de Vosk e as lágrimas que já lhe queimavam a cara e a voz de Vosk, Meu Deus, magoou-se, a raiva que sentia e as mãos de Vosk a examiná-la e o sangue dela a correr muito rápido e os braços de Vosk a levantarem-na do chão e ela a bendizer a queda e a cabeça de Vosk a inclinar-se para ela e ela a lamber os lábios e ele a apertar-lhe demasiado a anca e ela a gritar de dor e ele a despachar-se para casa.

Photoshop = Tunning?

Estive a ver uns quantos vídeos no Youtube sobre as mudanças feitas a fotos de pessoas no Photoshop e paraceu-me muito, muito com o Tunning que se faz aos carros...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Luto

Perdemos o Carlos Alhinho. Não o conhecia pessoalmente, mas é como se fosse, de tanto ouvir falar nele e de conhecer quase todos os seus parentes, gente de quem gosto imenso.