Soncent

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Pergunta para sport de rotcha cochichar

Tenho cá por mim que os factores que explicam que alguém que não tinha medo de voar e passa a ter, são estes:
- Ouviu os medos de outras pessoas e foi interiorizando
- Ganhou idade e logo, descobriu que é mortal
- Viajou mais do que a média
- Anda a prestar muita atenção aos telejornais internacionais.

De que foi que me esqueci?

Conversas chuvilíneas



Ontem e hoje choveu outra vez. Isto já parece um país de chuva, engraçado como em tão pouco tempo nos habituamos a coisas novas, agora chove e eu nem ligo, não vou para a rua cheirar a terra molhada, não desenterro o guarda-chuva, não ponho um balde e uma tina nas goteiras para aproveitar a água que escorre do terraço, nem vou depois meter os pés nas poças e inventar poemas melancólicos.

Limito-me a constatar "está a chover outra vez" e fico por casa, sequer vou vê-la à janela. Já não penso "está a chover, queria ficar em casa a ler/queria ir passear de jeep por aí".

Por outro lado, não me soube nada mal comer uma espiga de milho grelhada, (150 paus o quilo) e espraiar os olhos pelos verdes que cobrem esta ilha e que agora levaram um reforço, que já estavam a amarelar.

P.S.: Isso de ir à janela é figurativo, claro, como moro numa cave de 3.40m de pé direiro, preciso de uma escada para ir à janela...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Pergunta para cavalos marinhos ulurarem

O João anda mesmo a pagar os cafés ou é só conversa?
Pode-se considerar que o João não paga esses cafés para não se confundir com o "pagá cafê" na Praia?

Latidos à tarde



Tirar fotos a cães não é brinquedo não...

Fundo de maneio

A partir de que montante começa a valer a pena correr a mão no dinheiro e fugir para a Patagónia?

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Latidos na manhã


Estou parida. Arranjei uma irmã mais nova à minha primogénita. É uma fofa, estou mãe babada. Tenho tanta baba a cair-me ao peito que ganhei miss t-shirt molhada na esquina. Chamei-a Maluska, é pequenina, gordinha, um amor de bichinha.

Fiquei assim com duas russas: a Taska e a Maluska. Essa morre de ciúmes, esta, morre de amores pela outra. Eu pasmo com todo o carinho entre elas e faço figas para que a mais nova não se lembre de se meter com o jardim da Senhoria, o que seria o fim de ambas.

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Mas gostar, gostar mesmo, que me perdoem, gostei foi da Malhada, uma rafeira branca e preta que apanhámos um dia na rua e esteve ao meu lado durante uns doze anos, deu ninhadas de 7, 9 bichinhos e era como gente. Combinei com os meus amigos, quando ela estava moribunda, que faríamos uma festa no dia em que ela morresse. Nesse dia, quando o Bob veio com a conversa da festa, quis bater nele.

Quando era bem, bem mais nova, já tinha cães, chamava-os meus, mas viviam na rua. Uma vez vieram dois rapazes buscar uns cachorrinhos desses que eram meus ou nossos - da Sandra também - e levaram-nos para ir vender a uns coreanos. Trocavam-nos por cigarros e os coreanos comê-los-iam provavelmente com molho, que sei eu?

Só arranjo cadelas. São mais espertas, carinhosas. Tendem a ser muito parecidas comigo. Gostam de vadiar, são curiosas, vivazes e aventureiras. Mas têm medo do mar e não gostam de tomar banho, o que não entendo.

As minhas cadelas vêm sempre ter comigo. Até a Laska (não confundir com Taska), que foi filha da Malhada, veio ter comigo. Era, dos três recém nascidos, a mais esperta, a que primeiro abriu os olhos. Mas afinal revelou-se um bicho que chorava a noite toda, era muito preguiçosa, não sabia sentar-se como um cão e batia na mãe. Foi oferecida e nunca mais a vi. Soube que estava bem e por esta altura, já deve ter expirado.

A Taska, comprei-a a um fusco no Sal, na esplanada Bom Dia. A Maluska, comprei-a a um mau cheiroso aqui na porta do escritório.

Miados de dia

Um dos caminhos mais curtos para virarmos importantes deve ser o de arranjar um trabalho no Consulado de Portugal...