Soncent

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O carácter internacionalista do povo Português

- Se tem um problema intrincado.............................. - Vê -se grego;

- Se não compreende alguma coisa........................... - "aquilo" é chinês;

- Se trabalha de manhã à noite................................ - trabalha como um mouro;

- Se vê uma invenção modernas............................... - É uma americanice;

- Se alguém fala muito depressa............................... - fala como um espanhol;

- Se alguém vive com luxo....................................... - vive à grande e à francesa;

- Se alguém quer causar boa impressão...................... - é só para inglês ver;

- Se alguém tenta regatear um preço......................... - é pior que um cigano;

- Se alguém é agarrado ao dinheiro ........................... - é pior que um judeu;

- Se vê alguém a divertir-se..................................... - está a gozar que nem um preto;

- Se vê alguém com um fato claro vestido................... - parece um brasileiro;

- Se vê uma loura alta e boa.................................... - parece uma autêntica sueca;

- Se quer um café curtinho ..................................... - pede uma italiana;

- Se vê horários serem cumpridos............................. - trata-se de pontualidade britânica;

- Se vê um militar bem fardado................................. - parece um soldado alemão;

- Se uma máquina funciona bem............................... - é como um relógio suíço;

Mas quando alguma coisa corre mal........................... - é " à PORTUGUESA"

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Os calores de Esmeralda - texto de Eileenístico - parte I


Que estranhos calores seriam esses que lhe subiam pelo corpo e a punham aérea, vagante, com olhos meio mortos olhando à volta, ansiosa por chegar perto dos outros homens, comprimir os lábios aos deles, tocar-lhes as mãos e olhá-los nos olhos, passando mensagens telepaticamente?

Porque seria, sim? E eles todos olhavam para ela, pareciam sentir as ondas de desejo e volúpia que emanavam daquela pele acetinada e bronzeada, daquelas carnes fartas e curvas generosas, sobre pernas longas de morrer. E eles também queriam aprofundar o contacto, eles próprios atraídos pelos seus desvarios como cães atrás de uma cadela no cio.

E quando passava pelas ruas da aldeia, conseguia sentir os falatórios, as pessoas notavam, falavam dela pelas esquinas, ela bem sabia o que se dizia, que ela andava louca, que já nem cuidava do pai doente, coitado, que andava atrás dos homens casados, de qualquer um. Mas ela bem tinha uma ideia do que se tratava. Era a presença do Homem. Aquele homem mesmo, chamado Vosk, que passava lá perto de casa, dizia bom dia naquela voz muito rouca, e conseguia-se sentir a voz a vir lá do fundo do corpo dele, soando como ondas nos calhaus de uma praia longínqua.
E no entanto, ele olhava-a sem a ver, ficava indiferente à presença dela, enquanto que ela toda tremia, sentia o calor que lhe subia à cara. Como é que ele não repara? E porque é que não lhe corresponde?

Ah, mas havia de mudar. Se até hoje ela não se esforçara minimamente por parecer atraente, agora ela iria mostrar o que valia. Ela agora queria, e queria a sério.
- Alguma diferença. Tens que mudar alguma coisa para que ele repare! Para que se acabe a velha impressão que ele tem de ti.

- Que impressão?
- Qualquer que tenha, ora! Tens que causar algum impacto, algo que ele note. Digamos, uma mudança de visual. Isso! Cortas o cabelo, ou pintas, ou maquilhas-te. Porque é que nunca te pintas? Ficava-te tão bem pintares os olhos, só por fora, para os fazer maiores! Eu ensino-te, anda!

E seguiu-a, à única amiga que a parecia entender nesse sufoco. A Bianca. Pequenina, formas redondas, e rosto um pouco cavalar. Conseguia ter aos seus pés os rapazes que quisesse.

Estava decidida. Foi e voltou outra. Aplicara um produto qualquer nos cabelos que lhe tinha tirado os caracóis todos e soltara-o, deixando que lhe caísse costas abaixo. Estavam mais longos do que pareciam antes, sempre encaracolados e apanhados junto à nuca.

O resultado fez-se notar logo no dia seguinte. Estava lá fora com um livro nas mãos e viu Vosk aproximar-se do lado do celeiro. Ele olhou para ela e em frente, voltou a olhar para ela e em frente e olhou de novo, desta vez detendo-se longamente. Ela sorriu mas lá dentro tinha um turbilhão de sentimentos loucos. Ele disse-lhe naquela voz muito grossa Você hoje ‘tá diferente e ela respondeu-lhe Tou diferente como? E ele, Não sei, só sei que ‘tá diferente e convenceu-se, zangada, que ele nem reparava nela, nem sabia o que estava mudado nela. Ela não disse mais nada, poisou os olhos de novo no livro e fingiu ler mas uma névoa que lhe queimava os olhos não lhe deixava ver e desejou com todo o coração que o diabo do homem fosse a qualquer parte mas não ficasse lá com os olhos espetados nela, e ela quase a chorar e ele lá parado olhando para ela e não resistiu e levantou-se e pôs-se a correr e o diabo da pedra que a fez cair ao chão, poça que já me magoei.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Uhau!?

Achei louvável que o suplemento de A Semana Uhau! (nº 3) tivesse escolhido como tema de capa, as embaixadoras em Cabo Verde, mas fiquei com imensa pena de um tema tão interessante ter sido prejudicado pela falta de cuidado óbvia: a todas foram feitas as mesmíssimas perguntas, algumas das quais fraquíssimas, do género: "O que define uma carreira com tanto sucesso de uma bela mulher?" A todas foi dito "Nota-se que é uma mulher vaidosa e de muito bom gosto. Sempre foi assim?"

O descuido foi tal, que na página 11, depois da entrevista à embaixadora do Brasil, sobrou um texto que estava, claro, nas perguntas submetidas por escrito, e que diz assim: "Pode passar a sua ficha técnica: qual o nome completo, idade, estado civil, nome do seu marido, nome e idade filhos, onde moram, lugar de nascimento, grau dentro da carreira diplomática, países onde trabalhou antes."

Onde está o trabalho de se investigar o background das senhoras, para se fazerem perguntas pertinentes? Porque é que se vai ter com embaixadoras que em princípio são mulheres inteligentes e cultas, e as perguntas passam muito mais por "Que perfume? Que jóia?, Que compras?" em vez de Que pensa...? Como avalia...? "Que faria se...?"

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sem ofensas, Saramago...

Err... isto de escrever todos os dias tem muito que se lhe diga...

E depois, tem também a ver com a beleza de cada qual. Está quase que provado que só gente feia é que escreve. Eu escrevi imenso nos tempos em que estava gorda feita uma pipa de vinho duvidoso; é claro que escrevi muito quando ainda estava no liceu, era magra, mas feiota de qualquer forma.


Ora, por esta ordem de ideias, hoje estou bonita e não me ocorre nada para escrever. Futuramente, quando tiver uma cintura de vespa, pernas musculadas e boca mais grossa, deixarei de escrever de todo... de qualquer forma, não teria tempo, com a vida social intensa que vou ter...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Estrada Baía-Calhau ou, porque não, Calhau-Baía

No sábado, percorri, de carro e pela primeira vez a estrada que liga a Baía ao Calhau. Ainda não está pronta, e surpreendeu-me principalmente pelas subidas e descidas um bocado acentuadas.

Corta a meio pelo menos duas dunas. Tem cerca de sete quilómetros, a partir da aldeia Norte II (creio que é essa a II) e abre, temos que reconhecer, um horizonte completamente novo para nós e para os visitantes.

É uma travessia que se fazia a pé, em cerca de hora e tal, muito agradável, e que agora se poderá fazer de carro, ver as praias de cima, almoçar na Baía e ir tomar um café ao Calhau, fazer uma "volta à ilha" sem se ter que voltar para o ponto de partida...

Pena os impactes ambientais que, do meu ponto de vista nada técnico, me parecem ainda assim bastante pesados.

Nota de rodapé: cuidado se decidirem repetir a experiência: chegando ao Calhau, a passagem está bloqueada e o guarda dos estaleiros por onde se pode sair recusa-se a deixar passar...


(Ainda bem que éramos dois McGiver no carro...)

Soncent é opinião

"Chegou o Fevereiro... Música e animação, o povo é sempre o primeiro...
Os anos vão passando, mas não acaba, a tradição,
quem vem aí é o Copacabana... para brincar o Carnaval"

Para mim, esta continua a ser a melhor música de Carnaval que por cá já se fez...

Queres dar um buzinão também?

Soncent é jornalismo

Não tenho fotos. Mas acreditem igual. Pelas ruas. Muitos deles. Grupos enormes. Mandigas. Tambores. Motas. Bicicletas.

E uma nota negativa: ouvi dizer que se aproveitam das distracções causadas para assaltarem desprevenidos incautos cidadãos amantes da folia.