Soncent

Soncent

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Segredos da casa-de-banho

Mosquitos na casa de banho, adentrados pela parede, sardentos no lavatório. Mosquitos.

Na sanita também, perto da água. Mas aí não hás-de ficar, sabe-se lá se, com o jacto quente, te assustas, voas, embates nalguma superfície menos fria que a porcelana?

Então meto a mão, rodopio-a e afasto o nefasto. E depois de uma última olhadela, sento-me majestosamente.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Descobri a ala crioula no Youtube!

De repente topo com o clip do Rosinha no Youtube. O Jorge Neto a dançar de forma impossível, uma coisa do outro mundo: um outro ritmo, um outro Jackson parado no tempo, idiossincrasias de artista...

Esta canção fez história em milhentos quintais, terraços e discotecas não só de Cabo Verde, como pelo menos da África Lusófona.

Aproveito a onda e vejo Beto Dias, Tcheka, a malta toda, música antiga, música actual do Youtube.

É claro que acho os clipes do Beto e do Jorge pirosos, mas que gosto de cantarolar alguns trechos deles, não nego.

Imagina, Nádia, o Sin sabeba! Este está numa versão de palco, diferente, mas dá na mesma para evocar as festas de terraço - sucesso em Alto de São Nicolau - em que a logística de DJ's de trazer por casa era conseguirmos pôr o hit da estação e ao mesmo tempo aparecer à frente do nosso mais que tudo para ele se lembrar de nos convidar para dançar.

Aí, o abraço geralmente estreitava-se, outro espírito iluminado desligava uma luz, ou o casal ia-se deslocando casualmente para áreas mais escuras. Para nada de especial, gente, era a idade da inocência...

Brasileiro em Maputo

Um Brasileiro chegou a Maputo e pediu uma informação na rua:

- Aí, mermão. Onde pego um ônibus pra ir até a ferroviária pra pegar um trem?

- Cá não chamamos ônibus, chamamos Chapa-100.

- OK. Então como pego o Chapa-100 pra ir até a ferroviária e pegar o trem?

- Cá não chamamos ferroviária, chamamos estação.

- Legal. Então onde pego o Chapa-100 pra ir até á estação e pegar o trem?

- Cá não chamamos trem, chamamos comboio.

- Porra, tá bom. Então mermão como pego o Chapa-100 pra ir á estação para pegar o comboio?!?!

- Cá não dizemos pegar, mas sim, apanhar.

- Ô cara tá gozando né? Tudo bom, como apanho o Chapa-100 pra ir à estação para apanhar o comboio??!!

- Não precisa ir é aqui mesmo...

- Me diz uma coisa: Como é que vocês chamam Fi ... da Pu .. aqui emMoçambique ?

- Não chamamos. Eles vêm do Brasil sem ninguém os chamar.

(Recebido por e-mail)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Na voz e no som

Seleccionei todas as minhas músicas preferidas, apaguei as luzes e subi o volume. No sofá me deitei, sem medo de adormecer. Não se dorme no paraíso.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O meu Tom Waits

Os clipes eram todos a branco e preto, não por uma questão de imagem. Um bocado porque ele não não acreditava em imagens coloridas na televisão. Em parte porque não se podia importar menos. Era um cantor. Tinha o piano em casa e tocava e cantava durante horas. Vinham os amigos sentar-se à volta, traziam as suas próprias garrafas de bourboun e depois passaram a gravar as canções em pequenos gravadores portáteis, porque ele inventava canções magníficas que depois esquecia.

A mulher dele era uma insensível, uma surda para tudo o que tivesse melodia, mas mantinha os rolos de papel higiénico na casa de banho e a barriga cheia ao marido. Quando engravidou quis casar de papel passado, para garantir qualquer coisa. Ele não queria. Por cisma. Não acreditava em casamentos. Ela fechou-lhe as pernas, deu-lhe comida de cão para jantar. Mas ele comia a comida de cão com o gosto com que saboreava um rizzotto. E apesar de feio, bruto e bêbado, as mulheres perseguiam-no.

Depois ela atacou o piano. Começou com uma mancha de ácido. Sem grandes resultados. Quando arrancou uma tecla, conseguiu os seus intentos, não sem antes levar umas quantas cabeçadas no nariz. Casou com o nariz ainda inchado, os olhos muito vermelhos. Nas fotos oficiais, ora tem o ramo de flores, ora um leque a esconder-lhe os olhos. Ainda bem que tem uma boca bem feita.

Queixume de blogger

Às vezes quero escolher um texto para Soncent. Vou à pasta "Escritos". Dentro, há várias outras. "Escritos por terminar", "Crónicas", "Poemas", "Romances", "Publicar". Dentro da pasta Publicar, há "Contos mesmo curtos", "Contos Curtos" ,"Contos Compridos", "Eileenístico", "Eileenicamente"... Isso para não falar do que existe em "Escritos por terminar"... Se gosto de algum, aflijo-me " E se este já está no blog?" E desisto, porque não tenho a disponibilidade de ir ver, entre os cento e tal posts de ficção, quais é que já saíram, quais permanecem em silêncio.

E depois, se publico algo, aparece uma alma caridosa a dizer da sua justiça.

Mas se corto caminho, ponho uma foto e uma frase curta, chovem comentários. Bem sei, bem sei, que os comentários não são prova de quase nada, nem de leituras, nem de apreciação, têm uma psicologia própria. Mas lá estava o Tom Hanks em Cast Away a falar com a sua bola de vóley e a querer ouvir um feed-back...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Pornografia em Soncent


Pois ninguém me venha falar em amor. Este vadio apareceu do nada, seduziu num par de conversas miadas a minha cadelinha, e foi o que se vê. A ver se daqui a um par de meses sou uma avó babada, ou foi sexo por prazer!

E essa cara séria, Taska?