E por falar em costas largas: estava uma vez de férias em Soncent. Ia muito à discoteca Syrius. Por lá andava também o X. (nome fictício, disfarçado, aqui sob pseudónimo e num programa de proteção de testemunhas) que era enorme.
ENORME.
O X. era bastante alto e fazia culturismo, o que eu não apreciava na altura, achava feio homens fortes demais. O que aconteceu foi de eu começar a pensar se, dançando com ele, as minhas mãos conseguiriam tocar-se atrás das suas costas. Será que eu abarcava toda a sua circunferência? Queria saber.
Mas ele nunca me convidava para dançar.
As noites passavam, o X. lá na discoteca, eu lá na discoteca, fazendo-me encontrada com ele e nada.
Comecei a fantasiar com o X. Já não queria apenas dançar com ele. Agora queria, sei lá, falar com ele. Definitivamente, abraçá-lo!
De maneira que depois de uns dias, ele estava sentado no balcão da discoteca e fui sentar-me à sua frente, sem mais, e meti conversa. Perguntei-lhe se ele competia. Ele disse que não, que só treinava porque gostava mesmo, não gostava de chamar as atenções, ser avaliado.
Ah.
Perguntei-lhe o que fazia na vida. Ele já estava a responder quando reparei que ele tinha as unhas das mãos pintadas. Enfim, de verniz transparente, mas era verniz. Ele viu que eu estava a olhar e disse-me uma frase que nunca mais me esqueço:
- Sim, pinto as unhas mas não sou gay.
Naquela hora, naquele momentinho, imaginei o portento do homem, de quase dois metros, de pernas cruzadas, mão esquerda esticada, mão direita a pintar uma unha, a língua de fora num gesto de concentração.
Todas os dias de fantasias com o X. se esfumaram frente aos meus olhos, vi-as cair mesmo, género desenhos animados. Disse-lhe qualquer palavra de despedida enquanto me ia embora e não olhei para trás.
Atire a primeira pedra quem nunca.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Cobiça infantil
Cobiço a tua vastidão. Cobiço perder-me e encontrar-me na
largura do teu peito e no calor do teu pelo. Anseio pelos teus braços ao meu
redor, apertados e alertados pela minha proximidade. Almejo roçar, pequenas, as
minhas mãos nas tuas costas enormes. Um abraço sem volúpia, quero enganar-me.
Sem sofreguidão, apenas um bebê que se alinha no pai, protetor invencível
contra todos os males.
terça-feira, 16 de junho de 2015
As amizades são bonitas, são, são!
Isto foi num dia em que a Luci me perguntou se queria ir numa aventura. Ora, eu, em ouvindo "aventura", nem preciso que me digam se é para norte ou para sul. Fomos no Portentoso, fomos 3 mais os dois cães, fomos na lama que estava a chover, fomos divertidos e foi nessa diversão que dei por bem ir para a caixa do carro, cantando em altos berros, curtindo estar viva e de saúde.
De repente, dei por mim quase na beirada da caixa do carro, quase no chão, quando a Luci me viu e travou. Vim a deslizar, de joelhos, na caixa toda molhada e só travei quando o meu nariz foi de encontro ao vidro e por pouco não se partia.
Mas doeu como se se tivesse partido.
O que não impediu a nossa aventura de continuar, ou não fosse Uma Aventura!
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Gritos na madrugada
Nunca confessarei as saudades que tenho do tempo em havia uma blogosfera activa, toda a gente lia e comentava os posts e estes eram fruto de trabalho, introspeção e pesquisa.
Estes dias está-me a dar para reler os posts em Soncent e principalmente, reler os comentários. Esta é uma das grandes diferenças entre o blog e o Facebook: aqui, a história mantém-se mais viva, mais acessível, os comentários parecem saltar do ecrã, quase que oiço as vozes da Nádia, do Dudão, do Mr. Guimarães, da Kuskas, do JB...
E o pulsar da vida, este é quase palpável.
Estes dias está-me a dar para reler os posts em Soncent e principalmente, reler os comentários. Esta é uma das grandes diferenças entre o blog e o Facebook: aqui, a história mantém-se mais viva, mais acessível, os comentários parecem saltar do ecrã, quase que oiço as vozes da Nádia, do Dudão, do Mr. Guimarães, da Kuskas, do JB...
E o pulsar da vida, este é quase palpável.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Abidjan
Cidades atravessadas por rios... gosto. Verdes, organizadas... gosto. Gostava de ter gostado mais, mas o tempo foi pouco para ver e sentir e cheirar... ficaram as paisagens, o porto a perder de vista, um acidente na estrada, um temporal de chuva que fez desviar o avião que nos levaria a Casablanca.
Ah, Casablanca...
terça-feira, 2 de junho de 2015
Em Portugal, estivemos juntos!
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