Soncent

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Imobiliária

O melhor lugar para se morar continua a ser, sem dúvidas nenhumas, no abraço de quem queremos bem.

Tarrafal - assim não!

O Tarrafal continua a ser, na minha opinião, o melhor destino de fim-de-semana da ilha de Santiago. O conjunto das praias, da paisagem e nas ruas em geral é extremamente agradável e uma pessoa sente-se muito à vontade para passear de calções e chinelas, sentindo-se verdadeiramente de férias.
 
 
Escapa-me completamente a necessidade que um grupo de pessoas terá sentido de estragar esse ambiente não com uma, mas duas festas, bombando até às 5 e tal da manhã, impedindo alguns milhares de pessoas de dormir para poderem gozar as praias, os restaurantes e a diversão familiar no dia seguinte.
 
 
Eu fiquei na Baía Verde - nota positiva para o ambiente e negativa para a simpatia da rececionista - e a festa da Unitel estava do lado de fora da minha janela, que somente por acaso, não tem vidraças.
Senti que em vez de me darem opção, estavam a forçar-me a optar pelo divertimento noturno, coisa que eu poderia ter feito ficando na Praia.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Tombou?



Meu mundo, falaram, deu um tombo.
E eu, olhando, deixei meus lábios se afastarem suavemente de meu aparelho.
Mundo que dá tombos? Está tombado, então?

Tombou, sim. Ficou tombado.

Tinha uns arames, uns cabos que o seguravam no meio do éter, meu mundo que era rosa se desprendeu de um desses cabos, tombou, ficou de cabeça para baixo, daqui, parece tudo cinzento.

Meu medo é que os outros cabos se soltem, e meu mundo, feito bola de basquete, bata com força num chão que deve existir algures, abaixo ou acima.

Tenho medo porque eu enjoo.
 
(Imagem da net)

Memórias a propósito

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Em toda a ilha de São Vicente, o carro mais precioso era o da minha mãe.

Por essa razão, não havia hipótese nenhuma desse bendito carro ir à Praia Grande ou à Baía das Gatas durante o festival, de maneira que com sorte, ela dava-me uma boleia até à Rotunda da Ribeira Bote e aí, eu tinha que me acotovelar contra muito boa gente para conseguir entrar numa hiace rumo à Baía.

Apanhava de tudo nessas hiaces. Depois da entrada um bocado selvagem, nós que tínhamos vencido a disputa sentávamo-nos todos muito juntos e já nos permitíamos alguma camaradagem.

Uma vez, a meio do caminho, alguém acendeu a luz do tejadilho e disse "Bar aberto!" Circulou uma garrafa de grogue. Depois a mesma voz disse "Bar fechado" e apagou a luz.  Mais um bocado, voltou a abrir o bar e de novo a garrafa circulou.

Passado um momento, ouvíamos já a primeira atuação do Festival: a viúva do Baltazar Lopes cantava "nha manel junquim nha manel do diach" e todos nós dentro da carrinha fazíamos coro "olé lé lé".

Não preciso de vos contar do meu sorriso no escuro.
 
(Foto da net)

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Sonhos e histórias


Hoje é dia de escrever poemas tristes e sem glória.
Hoje é dia de choros, hoje levam-se a enterrar sonhos e histórias.  

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Parabéns, Andreia!

 
Quando há dois anos e tal parti o pé, pensei que fosse ser só desgraças mas graças a esse acidente ganhei duas grandes amigas e uma delas faz aninhos hoje. A Andreia Andrade foi-me visitar a casa, quando éramos praticamente só "conhecidas" e essa visita aqueceu-me o coração até hoje. Descobri uma pessoa imensamente generosa, carinhosa, confidente, divertida e bonita por dentro e por fora. E com a grande vantagem de fazer as vezes de minha irmã cá na Praia, puxando-me a orelha sempre que preciso.
Parabéns, Andreia, que contes muitos mais, com muita saúde e força para continuares a ser essa pessoa muito bonita que tu és!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Agosto

 
O mês de agosto é para mim muito especial. Talvez por ser de Soncent, associo este mês às melhores atividades, às festas, festivais, praias, passeios, churrascos... Há já uns dias que a minha ilha me manda mensagens telepáticas. Estou cá na Praia, sinto-me bem na Praia mas este mês pede sempre que esteja no norte.
 
Tenho imensas saudades da Avenida Marginal, de casa, da minha mãe, da Ribeira do Julião - não sei porquê - da Tutu, da Lena, da Dominika. Sinto também saudades da minha adolescência, coisas que simplesmente já não voltam mais, como as grandes caminhadas que fazíamos para lugares mais ou menos recônditos ou apenas longe.