terça-feira, 25 de setembro de 2018
Onomástica possível
Pergunto-me o que a Comissão Nacional de Onomástica recém-criada achará do meu nome... E o que a minha mãe achará quando a Comissão achar que não dá. Ou não dava. Ou não devia ter dado.
E eu, rindo do camarote, que ainda hoje, e ainda ontem, tive que desembainhar a espada contra os que não me quiserem chamar pelo meu nome ou escrevê-lo tal como o ditei.
Ando numa luta sem fim para que todos os cabo-verdianos aprendam este nome... mas que nenhum deles se lembre de o dar a alguma pobre bebé.
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
Uma coisa bonita
Tenho vergonha de confessar que consegui o meu intento: atingi de fato a cadela nas costelas com uma pedra de calçada e só depois subi para casa maquinando como é que me iria vingar ainda mais não só da minha agressora mas de toda a sua matilha que havia já dias andava a atacar as pessoas e há já uns anos vivem e se reproduzem na minha zona. Mas à medida que fui lavando o sangue da ferida e verificando os estragos, fui acalmando e é claro que cheguei enfim à conclusão de que o ataque não era a solução.
quinta-feira, 21 de junho de 2018
O aparelho - Desatualizado, que já tirei o bicho
quarta-feira, 23 de maio de 2018
Auto-chuviscação ou como a chuva está no nosso ADN
Se agora não me levantar de onde estou e confiar apenas no barulho que vem da rua, está a chover. Não é de esperar que chova em maio, não é hábito, nem vi nuvens pairando no céu. E no entanto, parece que chove. Ouço o ruído suave de gotas caindo no asfalto, ouço o som de pingos na calçada. Ouço ainda a música da água nos mosaicos da varanda. Ouço isso tudo. E por nada me levantarei para ir confirmar se chove ou não. Desligo a luz, recosto-me na cadeira, fecho os olhos e durante instantes de longa meditação, sou uma cabo-verdiana abençoada pela chuva.
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Mano, acreditas nisso?
Não sei como é que o Blogger apura as estatísticas, mas aparentemente, o país onde mais me lêem é a Rússia...
Menino dado
Nos anos em que me deixei ficar para trás, bolinando de avesso no transverso do perverso do Severo, percebi que dos amplexos só nos restará o convexo: nada mais que algum sexo, nada menos que nenhum nexo.
Pior ainda: do sexo transviado cresceu-me um quiabo, nasceu-me um nado, dormiu sem nunca haver chorado. Nem sei se houvesse respirado, nem sei se o tivera amado. À terra foi dado, e espero que não lhe tivesse pesado, a esse menino dado.
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