Soncent

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Sobre o crime na Praia...

Correu célere a má notícia, ninguém quer acreditar à primeira. Depois, dividem-se entre os que querem todos os pormenores, e os que não querem saber mais, chocados que ficam.


Eu estou evitando imaginar e quero concentrar-me em dois aspectos: no como e no agora. Como é que uma coisa dessas acontece nesta nossa terra, e o que vamos fazer agora.

Confesso que vingança é o que me ocorre primeiro à cabeça. Não essa do meu amigo que disse que pagaria uns tipos para lhes dar uns tiros. Nada disso. Eu pensei foi em tortura.

Há que haver penas muito, muito pesadas para crimes como estes. Se só a razão não impede estes bandidos de actuar, então o medo de represálias devia fazer esse papel. Represálias que se sintam na pele, e não apenas ir comer de graça à custa no meu dinheiro, do teu dinheiro, e pior, do dinheiro da vítima.

9 comentários:

Anónimo disse...

Lembrei-me de pergunatar, e quanto aos dirigentes corruptos que temos na nossa sociedade? Eles também não deveriam ficar para trás...

ECR

anonimava disse...

Olá Eilleen,fiquei intrigada com o teu post.Para nós que estamos cá em cima(digo Portugal) podes elucidar-nos sobre o que aconteceu?Obrigada

anonimava disse...

li a noticia e não consegui esconder o meu choque,se é que é possivel não ficar chocado.gostaria de torturar esses malvados,macacos ignorantes,filhos da p.. como se fazia no tempo da inquisição e com pequenos requintes de malvadez.não consigo imaginar uma dor tão terrivel,mas senti arrepios.gostava que cada pessoa pensasse menos em si e se juntasse para combater isto,pois infelizmente ninguém está livre que lhe aconteça algo semelhante.no dia em que todos se consciencializarem que não acontece só aos outros,pode ser que algo mude(?!!?).força à senhora em questão e ao senhor que a acompanhava.

Anónimo disse...

Saw I, II, III, IV e V têm sugestões às autoridades. lol

Eileen disse...

Anonimava, trata-se de uma violenta e criminosa violação perpetuada por quatro indivíduos na semana passada, na cidade da Praia.

Arsénio disse...

Não sei o que senti quando soube do que aconteceu.
É uma mistura de sensações que nem dá para registar.
Infelizmente tem acontecido esses casos no nosso país (e não noutro) e as autoridades continuam a dizer que a questão da insegurança, não existe, porque esse tipo de coisas são casos pontuais.
Quando sabemos de vários casos na Praia e de São Vicente também, as autoridades já deviam ter tomado medidas enérgicas e não deixar que no dia seguinte sejam soltos pelos tribunais.
Se as pessoas continuarem a sentir essa enércia, qualquer dia estarão a fazer justiça pelas própias mãos.
Com certeza que não é isso que queremos, mas isso não pode continuar assim.

Anónimo disse...

Eilleen,

Pessoalmente, fiquei chocadíssimo com o ocorrido e desejei, no mais fundo de mim, que esses quatro bandidos fossem "apagados". É que a nossa indignação não pode ser desafiada à esfera do absurdo e da tragédia. A nossa racionalidade também tem limites...

Socialmente, defendo uma abordagem de "demanda cívica" contra a insegurança e a criminalidade. Casos, como esse da Quebra Canela, acontecem recorrentemente em todo o País. A morte das duas italianas no Sal, há um ano, prova o estado da situação. Creio estar a faltar uma atitude de indignação pragmática e consequente contra o actual Código Penal, Código do Processo Penal e Constituição Nacional, entre outros arquétipos "tolerantes" com os "criminosos"; mas também uma demanda mais assertiva contra a Pobreza, o Desemprego e a Droga.

O índice de violação de menores é simplesmente escandaloso. Uma violação muitas vezes agravada pelo incesto, a indiciar muita podridão no seio de algumas famílias.

A questão transcende os casos pontuais, alguns dos quais batem às nossas portas ou atingem pessoas que amamos. Ela é "global", generalizada. Um sério problema dos Direitos Humanos.

FS

Eileen disse...

No fundo, todos dizemos o mesmo, que não pode continuar assim. Mas que medidas tomar?

Arsénio disse...

Devemos aumentar o nº de PM nas ruas, inclusive em Mindelo e dar aos Polícias Militares mais liberdade de acção, ou seja, mais poder para dar de pau nesses bandidos.
Essa coisa de prender bandidos e serem soltos no dia seguinte não pode continuar.