Soncent

Soncent

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

The bad provider



 
If we were traveling around Europe and had to make a living off music, you would play your guitar on the main squares and expect me to sing and know the lyrics of popular songs. In a few minutes you would find out, I did know the lyrics to many songs but didn’t know how to sing; you would then ask me to dance and discover I have the heaviest feet ever.

 I think you would then resort to asking me to show my boobs to passersby. At that point, I would go take a pee and never really come back. Eventually we would both grow tired of wandering around and go back home. You would see I had made it; I would not only be back but would have had good experiences. I would not have died of hunger, nor would I have lost any weight. I would have looked good, tanned.

You, on the other hand, would look older, sadder. Moreover, you would wonder, forever, how your guitar could have fallen short as a provider and how I could have made it.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A D. Cesarina

Perdemos a D. Cesarina.
 
Sempre a chamámos assim, num misto de afeição e muito respeito, porque era ela alta, era branca, tinha o cabelo curto e quando era de nos bater, agarrava numa das nossas mãozinhas bem esticada e com apenas dois dedos bastante compridos da sua mão direita, batia-nos uma, duas, três vezes no máximo e isso já era um grande castigo.
 
Mas nós sabíamos que ela tinha um coração de ouro e o nosso jardim era o melhor do mundo, o mais ensolarado - chamava-se Jardim Raio de Sol - e ela considerava-nos pequenos raios que por lá andavam, de batinhas verdes e a lutar pelas amêndoas verdes que nasciam no recreio.
 
Depois de irmos para a Escola Primária, muitos de nós ainda ia lá matar saudades do Jardim, das professoras - a minha era a Maria da Luz - das cadeirinhas amarelas que agora nos pareciam muito, mas muito pequeninas - dos trabalhos manuais, dos quadros na parede, feitos pelos meninos.
 
Deixa saudades, a D. Cesarina!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Família


Em voo

 
Ia pôr esta foto a ilustrar algum post mas ela merece aparecer por si mesma, não de enfeite. Uma foto assim, cheia de movimento, tão bonita, que apanha a Nádia com uma cara de quem pregou algum partida e agora foge para não ser agarrada.
 
Uma foto em que ela flutua um bocadinho acima do chão, realizando o nosso sonho - voar, voar, nem que seja por um singelo minutinho.

Soncent faz 10 anos!


Saibam que nesta manhã radiosa, neste dia sereno, neste mês decente, Soncent completa uns radiosos 10 anos de vida, com serenidade e com uma longevidade ativa bastante decente.
 
Estávamos nos idos de 2006 quando o Tey Fonseca Soares me perguntou porque era que eu não tinha um blog e fiquei a olhar para ele com cara de sargento na reserva e depois mudei a minha cara para a de um burro a olhar para um palácio e depois fiz-me da cor do burro quando foge. Saí a correr, entrei rápido numa sala qualquer (que poderá ter sido a do meu trabalho, ao lado do Palácio do Povo) e momentos depois (no dia seguinte, talvez) já eu estava a blogar.
 
E o resto da história, vocês conhecem-na...
 
(Foto do Adónis Ferreira)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Missão suicida

 
Entrou no quarto numa missão claramente suicida. Mordeu-me em ambos os braços, aproveitando-se do meu sono. Trazia zika ou não? Não perguntei, antes de o espremer e recuperar, ainda quente, o meu sangue.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Se cair o avião



 
Se cair o avião, saberás que caí a pensar em ti; que nadei e sobrevivi a pensar em ti - e em me livrar daquele tubarão além com má cara.