Soncent

Soncent

sábado, 26 de janeiro de 2019

Eco merecido

Isto merece um eco: 


"A polícia não existe para proteger os brancos. Mas é exactamente isto que sentem os não-brancos. E é exactamente o que os políticos têm obrigação de garantir que não sintam. Que não haverá mais razões para sentir isso.
Enquanto houver gente em Portugal que sinta que é automaticamente suspeita para as autoridades, ou tratada de forma diferente, os políticos não estarão a fazer o seu trabalho. É disso que devem ter vergonha, é isso que devem combater, em vez de se voltarem contra quem protesta por isso existir."

Por Alexandra Lucas Coelho. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Irmãs





A minha irmã Nádia, dois anos mais velha, foi unanimemente considerada mais bonita que eu durante toda a minha infância e adolescência, o que fez com que eu desenvolvesse, além de um sério complexo, um sentido de humor refinado, muita lábia e um aparente desinteresse por coisas femininas e coisas comuns. Ela, para além de muito bonita, estava sempre bem vestida, com as roupas engomadas e ai de quem lhe pusesse um braço no ombro, não lhe fosse amachucar a blusa. 

Sabendo que não estaria nunca mais bonita ou mais arranjada do que ela, eu vestia-me para ser diferente e não raras vezes, ela me chamou horrorosa e me disse que se insistisse em ir a algum sítio vestida dessa forma – lenços amarrados à cabeça que nem Rambo, dois pares de meias de cores diferentes em cada pé – eu teria que ir do outro lado do passeio para que ninguém soubesse que éramos irmãs. Ora, eu tinha pelo menos uma personalidade firme porque não me lembro nunca de ter ido trocar de roupa. 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Vá para dentro cá fora

Ontem fui passear na rua pedonal da Várzea e achei o máximo. Havia gajos a jogar aos matraquilhos (apostas de 10 escudos) e outros gajos a ver futebol nuns quantos bares e uma ou outra mulher a vender comida. A proporção de mulheres para homens era de uma para cada 15, pareceu-me. Gostei do ambiente na mesma. Só não tenho fotos para mostrar porque infelizmente, não sabendo como anda a fama da zona por estes dias, deixei o telelé no carro. 

O que andas a ouvir?


Se alguém me perguntasse, a meio de uma conversa sobre gansos pardos,
- O que andas a ouvir?, como se ouvir fosse um livro que andamos a ler, eu diria, em voz baixinha, Todo o Homem. Ando a ouvi-la, à canção, como quem lê um livro, sim. E ando a ouvi-lo, ao filho do Caetano Veloso, ainda não sei qual deles, que consegue fazer essa voz de anjo para nos tocar cá dentro.

"Todo o homem precisa de uma mãe."

Imediatamente a seguir, como num compasso, oiço Quando Bate Aquela Saudade, de Rubel. Estou amarrada a uma cadeira de rodas (de escritório) porque tenho um trabalho de tradução para fazer e são estas músicas que me vão empurrando gravidade abaixo.

(Foto por FW)

domingo, 13 de janeiro de 2019

Declaração política

Image result for chico buarque e caetano veloso


Lembram-se das situações em que um indivíduo é eleito ou apontado para alguma posição de destaque, político, profissional, militar ou de outra natureza glamourosa e de repente aparece à superfície, por motivos nem sempre expontâneos, uma afirmação/posicionamento desse mesmo indivíduo, ou da pessoa que esse indivíduo teria sido no passado, que vem manchar a sua imagem e comprometer a sua ascensão à tal posição? O exemplo mais recente que me ocorre será o do Kevin Hart, que depois de convidado a apresentar a próxima edição dos Óscars, viu ressurgirem comentários homofóbicos que ele fez há uns 10 ou 20 anos, o que o levou a desistir - mas sei, de fonte segura, que ele ainda está a reconsiderar desistir da desistência. 

Pois é. 

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Ignite - inspiração em 5 minutos

























Eu, pensando: Será que consigo? Será que vão gostar?
Mas também, pensando: como é que vou vestida? E que penteado?
....
(Emojis de alguém a roer as unhas que eu não vou estragar as minhas).


Ufa!