Soncent

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sábado, 2 de agosto de 2014

Fatal

Gritos de amor empenado


Não há silencio porque os teus grãos – serás areia - trepidam no chão à medida que te tento agarrar na mão. 

Não há amor que baste contra os muros que erguemos e agora não sabemos destruir.
Não há presente que dure nem um futuro para um casal sem verbo comum.
Vir à tua casa foi fatal, querer estar nos teus braços quando me queres tão longe é fatal.

Tudo é fatal.


Sentar-me aqui sozinha a escrever sem que me venhas buscar é fatal e deixar-te lá onde quer que estejas talvez também o seja, não te compreendo o suficiente para o saber. O que também virá a ser fatal. 

Rescaldos de vidas airadas

- Tiveste affairs intensos com metade desta ilha mas nunca comigo. 
Foi então que ele disse que tivemos um relacionamento aos nove. Que fomos precoces.
- Contigo fugia para mar Báltico. - Insisti com a minha voz mais cavernosa de sempre. 
- Para onde?
- Para o mar Báltico.
- Isso é onde?

- Esquece. - E vi-o sair da minha vida.