Adoro-te a cada madrugada
Acordo-te a cada alvorada
Para te ver esse sorriso
Para ouvir esse teu riso
Sabes que também me emociono
Quando me olhas com essa cara de sono
Pois tenho pena de te levantar
Quando dormes assim
Mas tens que ir trabalhar
Para me sustentares, a mim.
2 de setembro de 2015,
num desafio com José Luís Rocha
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Mania que tenho com as luas
Às vezes, o dia amanhece verde por aqui.
Cai o pano sobre o ano
Viva 2016 com as suas boas perspetivas, as suas possibilidades infindáveis, os seus sonhos envolvidos em algodão doce, as suas promessas firmes e outras que só dependerão de cada um de nós e chega destas conversas porque eu não me considero de lamechices.
Para trás ficou (se me permitem um registo mais pessoal) a minha adorada cadela Taska Txukelindra Buruntumas Barbosa. E veio a Tigra Cristina Simone Almeida Barbosa tentar preencher o vazio da primeira, junto do coração do MC e do meu.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Resurmir-me-ia
Resumir-me-ia aos meus silêncios,
Ecos oriundos de profundos compêndios
De baixa sabedoria triste.
Resumir-me vem assim,
De me diminuir de mim.
Ecos oriundos de profundos compêndios
De baixa sabedoria triste.
Resumir-me vem assim,
De me diminuir de mim.
O que faria se... IV
O que faria se ficasse presa num elevador com o Kevin Costner?
- Tentaria usar o telemóvel; o telefone do elevador; o botão de emergência; tentaria estimar em que andar estávamos e fazer barulho. Sentar-me-ia no chão, tentando concentrar-me em coisas agradáveis até que o tempo passasse e alguém nos viesse salvar. Censuraria o Kevin por ter um móvel sem GPS. Fingiria não olhar quando ele decidisse mijar contra as portas do elevador.
O que faria se... II
O que faria se o autocarro em que seguia, em Abuja, fosse baleado por forças rebeldes?
- Colava-me ao chão do mesmo, rastejava para debaixo dos corpos já caídos, fazia de morta à espera que o autocarro não explodisse e continuava a fazer de morta até eles se irem todos embora. Depois saía discretamente do mesmo antes que a Polícia aparecesse, e tentaria encontrar o hotel mais próximo, onde pediria ajuda a algum hóspede.
E lavaria as manchas de sangue.
O que faria se... I
O que faria se me apaixonasse por um miúdo de 17 anos cujos pais eu conhecesse de nome?
- Aproximava-me dele através da nossa diferença de idades, tentando ajudar desinteressadamente num assunto de escola ou desporto, atraía-o para a minha casa, tinha pruridos de ética, resolvia viver uma paixão puramente platónica até ele me seduzir e mostrar que não só me topara desde o início como eu nem era a mulher mais velha com que ele se metera mas eu desistiria dele pelos motivos mais pueris – ele fazer uma cara demasiado infantil na hora do seu orgasmo. Mas não antes dos pais descobrirem tudo e eu virar conversa de café.
- Aproximava-me dele através da nossa diferença de idades, tentando ajudar desinteressadamente num assunto de escola ou desporto, atraía-o para a minha casa, tinha pruridos de ética, resolvia viver uma paixão puramente platónica até ele me seduzir e mostrar que não só me topara desde o início como eu nem era a mulher mais velha com que ele se metera mas eu desistiria dele pelos motivos mais pueris – ele fazer uma cara demasiado infantil na hora do seu orgasmo. Mas não antes dos pais descobrirem tudo e eu virar conversa de café.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Feliz...
Não seria coerente vir desejar-vos um feliz natal, não, não seria. Mas é como com os dias disto e dias daquilo - sempre têm um efeito sobre nós. Ainda que pequeno. As pessoas estão mais simpáticas, fazem votos que muitas, muitas vezes, soam sinceros.
Então, votos sinceros de que os votos que recebem e que fazem sejam também sinceros.
Enfim, Feliz Sinceridade! hehehe
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Resenha crítica de Two Fragments of Love
Um dia, casualmente navegando na net, encontrei, quase sem procurar (isto tudo já parece 1 de abril) uma resenha crítica de um trabalho meu também casualmente publicado em Africa39, que só por razões de memória coletiva (as minhas) eu publicarei cá no blog.
Sabem? A mim, as críticas quase nunca são vociferadas; nem mesmo ditas. Um ou outro partilhou comigo, num sábado à tarde, três, quatro linhas. Sei-os de cor (os críticos, não as linhas). (Ok, também as linhas!). A maior parte nem sussurradas mas deu.
Então, estas imensas considerações sobre o meu trabalho deixaram-me a modos que de boca aberta e olhos em bico e um fio de baba a escorrer-me pelo queixo (feminino, redondo, ligeiramente torto e flagelado mas amoroso) até à blusa (não de cambraia, não de seda, apenas uma imitação de bom gosto e preço acessível) até à ponta do pé (torto mas pequeno).
READING THE AFRICA39 ANTHOLOGY: “TWO FRAGMENTS OF LOVE” BY EILEEN ALMEIDA BARBOSA.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
As baratas
Tentativa de balanço I - e outras divagações
Saibam que agora, dezembro escreve-se com letra minúscula. Dezembro. Digo, dezembro. É que no início da frase, ele mantém a letra maiúscula por razões de que vocês se lembrarão. Menos a Catarina. Ela não se lembra das maiúsculas, o que a mim, me dá um certa aflição. Mas eu há muito que sou de me afligir com o Português mal escrito, não fosse ele a minha Pátria. Já o tinha dito aqui?
A minha Pátria é a Língua Portuguesa.
Dito isto, não tenho problemas nenhuns em dar umas chicotadas à Pátria, aqui e além, não por rebeldia mas por puro desejo de inovação, frescura e sacudir as coisas. Muito Mia. Vocês sabem... Couto.
(Tenho mosquitos na sala, sobrevoam-me com más intenções, zika, zika, zika...)
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Reflexão pós-importância
Ter sido boa aluna desde a primária pode-me ter lixado o que eu poderia ter sido na vida.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Ganas de te ver
Um dia
quis dizer-te
- Tenho
ganas de te ver - um eufemismo exacerbado.
Mas perder-te-ias
algures entre a figura de estilo e o adjectivo, e eu, que me esforçara para
usar o ganas, ficaria
a ganir de vontade
e tu continuarias a ladrar à caravana.
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Músicas que hoje me tiraram da sala
Viva a Maria Gadú e a Marília Pêra, aquela em Vamos para o Lounge "... vinho safra ruim", e outra em 120...150...200...Km Por Hora, de Roberto Carlos. Duas canções que me tiraram um pouco desta sala.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Mil declarações
De amor
De mim para ti
Numa só forma
De riso
Nervoso
De um coração
Amoroso
Tanto assim
E que tu gostas igual
De outra
E não de mim
O meu devaneio
O meu desvario
E com um sapateio
Me acordas
E dou por mim
Sem pudor
Sem te poder ter
Mas com toda a dor
E
teus olhos brilham
E
parece que gozasPenso
Mas sonho, só
Pois não poderias
Ter pensado
Beijar-me
Mil sorrisos
Que se fizeram beicinhos
Alguns piscares
Que agora disfarçam
Outros esgares
Alguém “fixe”
Mas será que aguentas
Gerir esse mix?
E enquanto tentas
Engano-me
Maço-te
Abraço-te
Abato-me
E declaro-me
Ciente
De
tudo(o que compreende)
Não corresponderes
Às minhas
Alegadas
Esfusiantes
Pouco pacientes
Declarações.
Será
que aguentas?
E
se tentasAfastar-me
Empurrar-me
Sorriso triste
Tento
Empurrar-me
Fingir que afinal
Não existe
Esse
sentimento
FatalQue me atrai
Será que aguento?
Ter
de dizer adeus
Quando
quero Fazer só meus
Com esmero
E mérito
Os teus olhos
De Orfeu
(Abril
2005)
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