Luís Fernando Veríssimo and Gabriel Garcia
Marquez showed me that stories did not have to be real or even realistic; we
can just let our imagination be the real thing. Finally, William Somerset
Maugham may have been the greatest influence of all. I met his books at an
earlier age and although he was the opposite of the other two authors who have
influenced me, all too serious and formal, I loved how his writing allowed me
to penetrate the soul of another human. For this exquisite voyeurism, I would repeatedly
read his short stories and novels.
quinta-feira, 30 de junho de 2016
My great influences in Literature
quarta-feira, 22 de junho de 2016
De ouro
O copo cheirava a chá de hortelã, sem pimenta. Um copo tosco, vidro encardido. Uma garrafa ao lado, essa aparentemente de cristal, transparente e brilhante como se lavada para aparecer na TV. Mas chá, depois de três meses de a casa estar fechada? Não fazia sentido.
Rebolei no chão para escapar a uma bala perdida. Mas não houve estampido nem furo na parede. Em contrapartida, o meu macacão de bombeira ficou imundo de pó e cimento. Encontrei, enquanto me levantava de novo, o atacador de ouro de um brinco. Só o atacador. De ouro.
A pena que às vezes canta
Os tempos mais gloriosos terão sido enquanto estava na GDP, o meu primeiro trabalho, que coincidiu com a criação de Soncent. Depois foi quando estava na Irlanda, isolada numa ilha em inglês, em que as pessoas eram muito simpáticas mas incrivelmente frias e eu, animal tropical, deixava-me afectar pelos dias cinzentos, pela falta de amigos.
terça-feira, 14 de junho de 2016
Este cofre não!
Vou a um banco e está este cofre no gabinete da gerente. E penso, e penso, e censuro-me até mais não aguentar e digo-lhe:
- Desculpe o atrevimento, mas este cofre nem dá vontade de roubar! Um cofre que se preze deve ser brilhante, novo, impecável, para deixar a cidadã com água na boca! Este dá é pena!
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Sopa de artistas
O
Chico Buarque olha para mim com aquela cara séria e eu também olho para ele,
sem me poder desviar um segundo. Venho de um leilão onde por pouco, arrecadava
o piano da Nina. A verdade é que não haveria jeito de o subir em casa, então
teria que o doar para o Conservatório e depois ir lá todos os dias enxotar quem
nele quisesse tocar. Algures, ao longe, soam as notas e se o vento está de
feição, ouve-se... Geni...
O
Caetano disse que passaria pelo café, mas deixou-se ficar com o Cohen em
Silves, que é uma cidade muito bonita onde nunca pus os pés, porque para tal
teria que ter dito à Ryahnna: não precisas de mostrar os seios dessa forma para
venderes discos.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
O Casa-café-museu-poético
Não digam a ninguém: estou a escrever um romance. Chama-se A Artista. Ninguém irá acreditar, mas não tem rigorosamente nada de auto-biográfico. Tanto mais não seja porque ela, a Artista, poderia ser minha avó.
Eis um extracto:
"(...) A Artista mungira várias vacas, tinha uns dinheiros que de vez em quando ainda entravam, exatamente quando mais necessitada.
Tinha um amigo que às vezes lhe pagava umas contas da casa. Era o Euclides de Pina. As coisas começaram quando ela foi ter ao escritório dele com um pedido de financiamento para uma casa-museu. Os seus argumentos eram fortes: pintava, possuía uma coleção de objetos absolutamente divinos. Desde que se tornara Artista que amava o fútil, o pueril, e fazia-o de uma forma anárquica, eclética e extravagante.
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